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Thursday, November 15, 2012

Shakespeare


Esse poema foi feito exatamente pra mim.... kkkkkkkkkkkkk.... eu sou a musa inspiradora, dramática e, melancólica de Shakespeare....kkkkkkkkkkkkkkk
"Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contrat

os e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.


Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.


Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.


Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.


Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.


Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"

William Shakespeare


Wednesday, November 14, 2012

fifteen

 

Quinze

Você respira fundo
E caminha através das portas
É a manhã do seu primeiro dia de aula

Você diz oi para seus amigos
Que não vê há um tempo
E tenta ficar fora do caminho de todos

É seu primeiro ano
E você vai estar aqui
Pelos próximos quatro anos nessa cidade

Esperando que um dos veteranos
Pisque para você e diga
"Nunca te vi por aqui antes"

Porque quando você tem quinze anos
E alguém diz que te ama
Você vai acreditar

E quando você tem quinze anos e acha
Que não há nada mais para descobrir na vida

Mas conte até dez, reflita
Esta é a vida antes de você saber
Quem você vai ser
Aos quinze anos

Você senta em uma classe
Ao lado de uma ruiva chamada Abigail
E logo vocês são melhores amigas

Rindo das outras garotas
Que pensam que são tão legais
Nós estaremos fora daqui o mais breve possível

E então você está no seu primeiro encontro
E ele tem um carro e você sente que está voando

E sua mãe está te esperando acordada
E você pensando que ele é o homem da sua vida
E você dança no seu quarto
Quando a noite termina
Quando a noite termina

Porque quando você tem quinze anos
E alguém diz que te ama
Você vai acreditar

Quando você tem quinze
E seu primeiro beijo
Faz sua cabeça girar, mas

Em sua vida você fará coisas maiores
Que namorar um menino do time de futebol
Eu não sabia disso com quinze

Quando tudo que você quis
Era para ter sido assim
Gostaria que você pudesse voltar
E diga a si o que você sabe agora

Naquela época eu jurei
Que eu ia casar com ele um dia
Mas descobri que tinha sonhos maiores

E Abigail deu tudo que tinha
Para um menino que mudou de ideia
Nós duas choramos

Porque quando você tem quinze anos
E alguém diz que te ama
Você vai acreditar

E quando você tem quinze
Não se esqueça de olhar antes de cair
Eu descobri que o tempo pode curar quase tudo

E você descobrirá que deveria ser
Eu não sabia quem eu deveria ser
Aos quinze anos

Seu primeiro dia
Respire fundo, garota
Respire fundo enquanto você anda através das portas

Monday, October 22, 2012

Série A Mediadora - Meg Cabot


Sinopse:

Suzannah é uma adolescente aparentemente comum que tem um problema com construções antigas. Não é para menos. Afinal, muitas dessas casas velhas são assombradas. E Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de ver e falar com fantasmas para ajudá-los a descansar em paz. É claro que esse dom lhe traz muitos problemas. Mas nem ela poderia saber a gravidade do que encontraria ao mudar-se para Califórnia. Além de ir morar numa casa assombrada por um fantasma jovem, bondoso e bonitão, sua escola sofre com a presença maligna de uma adolescente que se matou ao ser desprezada pelo namorado, e que agora busca vingança.

Meg Cabot, autora da série O Diário da Princesa, está de volta ao universo jovem com um livro antológico, que mistura ação, mistério e suspense sobrenatural ao problemas terrí­veis que atingem todos os adolescentes


Seus livros são: 
1.A Terra Das Sombras
2. O Arcano Nove
3.Reunião
4.Hora Mais Sombria
5.Assombrado
6.Crepúsculo
  Incrivel e maravilhosa narrativa.

série House of Night de P.C. Cast E Kristin Cast


 Olá pessoal,

Os Vampiros voltam a povoar as páginas de uma nova obra. Na série ‘The House of Night’ eles vivem e interagem com os humanos.
E muitos mais!!! Então aqui vai mais um aobra espetacular.
Recomedações da Autora do Blog apreciem.

Em ‘Marcada’ (The House of Night - Marked – 1ª Edição/2009 – Editora Novo Século – 328 pág. - , primeiro volume da série, conhecemos Zoey Redbird, uma garota de 16 anos que certa manhã, durante o intervalo de aula, recebe a visita de um Vampiro, um ‘Rastreador’.

Marcada com o desenho de uma lua crescente azul-safira na testa, Zoey não tem outra opção a não ser se mudar para a Morada da Noite, um internato no centro de Tulsa, conhecida com Escola de Aperfeiçoamento de Vampiros. Lugar onde ela deverá viver e estudar até que sua transformação se complete. Isto se o seu corpo não rejeitar o processo que a tornará uma Vampira madura. Mas como uma descendente Cherokee, Zoey traz a força, o conhecimento e a magia deste antigo povo.

A Marca completa e de aparência exótica é vista como um bom presságio por sua Mentora, Neferet, a Grande Sacerdotisa da Morada da Noite e pelos seus novos amigos. Stevie Rae, sua companheira de quarto; ‘as gêmeas’ Erin Bates e Shaunee Cole e o intelectual amigo gay Damien Maslin.

Aulas de Equitação e Esgrima, Teatro, Sociologia Vampírica, Rituais, encontros inesperados com Fantasmas, Traições e Romances preenchem a história das escritoras P.C. Cast e Kristin Cast. Contada do ponto de vista de uma adolescente, ‘Marcada’ traz tramas que se desenrolam e crescem à medida que surgem novos acontecimentos. As autoras inovam ao mostrar os Vampiros como seres que não precisam dormir em caixões, estudam de noite, descendem das antigas guerreiras Amazonas e convivem ‘pacificamente’ com os humanos.

E aqui está meus amores o primeiro Capitulo desse maravilhoso encanto, assim vocês tendo uma palinha os deixem com água na boca para ir correndo comprar o livro.
 Capítulo um
Bem quando eu achei que meu dia não podia ficar pior eu vi o cara morto parado
perto do meu armário. Kayla estava falando besteira sem parar na sua tagarelice usual, e
ela nem notou ele. No inicio. Na verdade, agora que eu penso sobre isso, ninguém o
notou até que ele falou, o que é, tragicamente, mas uma evidencia da minha incapacidade
de me ajustar.
“Não, mas Zoey, eu juro por Deus Heath não ficou tão bêbedo depois do jogo. Você
não deveria ser tão dura com ele.”
“É,” eu disse distraída. “Claro.” Então eu tossi. De novo. Eu me sentia como lixo. Eu
devo estar pegando aquilo que o Sr. Wise, meu meio insano professor de biologia chama
de Praga Adolescente.
Se eu morrer, eu escapo do meu teste de geometria amanha? Uma pessoa pode
sonhar.
“Zoey, por favor. Você está ouvindo? Eu acho que ele só tomou tipo quatro – eu não
sei – talvez seis cervejas, e talvez tipo três doses. Mas isso é completamente fora de
questão. Ele provavelmente nem teria tomado nada daquilo se seus pais idiotas não
tivessem feito você ir pra casa logo depois do jogo.”
Nós partilhamos um sofrido e longo olhar, em total concordância sobre a última
injustiça cometida contra mim por minha mãe e o meu padrasto perdedor com quem ela
se casou a três longos anos atrás. Então, depois de meio suspiro, K estava de volta a sua
tagarelice.
“E mais, ele estava celebrando. Eu quero dizer nós vencemos o Union!” K balançou
meus ombros e pôs seu rosto perto do meu. “Olá! Seu namorado-“
“Meu quase namorado,” eu corrigi ela, tentando não tossir nela.
“Tanto faz. Heath é nosso zagueiro então é claro que ele vai celebrar. Já fazia tipo
um milhão de anos desde que a Broken Arrow derrotou o Union.”
“Dezesseis anos.” Eu sou péssima em matemática, mas a matemática de K faz a
minha parecer genial.
“De novo, tanto faz. O ponto é, ele estava feliz. Você deveria dar a ele um tempo.”
“O ponto é que ele estava bêbado pela quinta vez essa semana. Eu sinto muito, mas
eu não quero sair com um cara cuja maior preocupação na vida mudou de tentar jogar
futebol na faculdade a tentar beber um pacote de cerveja sem vomitar.” Eu tive que
pausar para tossir. Eu estava me sentindo um pouco tonta e me forcei a respirar devagar
quando o ataque de tosse parou. Não que a tagarela da K tenha notado.
“Eww! Heath, gordo! Não é um visual que eu queira.”
Eu consegui ignorar mais uma vontade de tossir. “E beijar ele é como beijar um pé
ensopado de álcool.”
K levantou seu rosto. “Ok, nojento. Pena que ele é tão gostoso.” Eu virei os olhos,
sem me incomodar em tentar esconder meu aborrecimento com a típica superficialidade
dela.
“Você é tão mau humorada quando está doente. De qualquer forma, você não tem
idéia do quão cachorro perdido o Heath parecia depois que você o ignorou no almoço. Ele
não podia nem mesmo...”
Então eu o vi. O cara morto. Ok, eu percebi bem rápido que ele não estava
tecnicamente “morto.” Ele estava morto vivo. Ou não humano. Tanto faz. Cientistas dizem
uma coisa, pessoas dizem outra, mas o resultado final é o mesmo. Não tinha erro sobre o
que ele era e mesmo que eu não tivesse sentido o poder e as trevas que irradiavam dele,
não tinha jeito que eu podia ignorar a Marca, a safira em forma de lua crescente em sua
testa e a tatuagem adicional que emoldurava seus olhos igualmente azuis.
Diabos, que merda! Ele estava perto do meu armário.
“Zoey, você não está me ouvindo!”
Então o vampiro falou e suas palavras cerimônias cruzaram o espaço entre nós,
perigosas e sedutoras, como sangue misturado com chocolate derretido.
‘Zoey Montgomery! A noite escolheu-te; tua morte será teu nascimento. A noite
chama-te; Escuta a doce voz Dela. Teu destino te aguarda na Casa da noite!*” (* House
of Night)
Ele levantou um longo, e branco dedo e apontou para mim. Enquanto minha testa
explodia de dor Kayla abriu sua boca e gritou.
Quando os pontos brancos finalmente saíram dos meus olhos eu olhei pra cima e vi o
rosto sem cor de K me olhar. Como sempre, eu disse a primeira coisa ridícula que veio na
minha mente. “K, seus olhos estão saltados para fora da sua cabeça como um peixe.”
“Ele Marcou você. Oh,Zoey! Você tem o contorno daquela coisa na sua testa!” Então
ela pressionou uma mão tremula contra seus lábios brancos, falhando em segurar o choro.
Eu sentei e tossi. Eu tinha uma dor de cabeça que estava me matando, e eu
esfreguei o ponto bem entre minhas sobrancelhas. Ela estava pinicando como se uma
vespa tivesse me mordido e irradiava dor para os meus olhos, até as minhas bochechas.
Eu senti que talvez fosse vomitar.
“Zoey!” K estava realmente chorando agora e tinha que falar entre soluços.
“Oh.Meu.Deus. Aquele cara era um rastreador – um vampiro Rastreador!”
“K.” Eu pisquei com força, tentando limpar a dor da minha cabeça. “Pare de chorar.
Você sabe que eu odeio quando você chora.” Eu me ergui tentando dar uma palmada
reconfortante nos ombros dela. E ela automaticamente contraiu os músculos, e se afastou
de mim.
Eu não podia acreditar. Ela tinha mesmo se contraído, como se ela tivesse medo de
mim. Ela deve ter visto a magoa nos meus olhos porque ela instantaneamente começou a
tagarelar.
“Oh,Deus, Zoey! O que você vai fazer? Você não pode ir para aquele lugar. Você não
pode ser uma daquelas coisas. Isso não pode estar acontecendo! Com quem eu devo ir a
todos aqueles jogos de futebol?”
Eu notei que durante todo seu discurso ela nem uma vez se aproximou de mim. Eu
me senti doente, e magoada ameaçava começar a chorar. Meus olhos secaram
imediatamente. Eu era boa em esconder lagrimas. Eu deveria ser; eu tive três anos pra
ficar boa nisso.
“Está tudo bem. Eu vou descobrir o que fazer. Provavelmente é algum... algum erro
bizarro,” eu menti. Eu não estava realmente falando; eu estava só fazendo palavras
saírem da minha boca. Ainda fazendo careta por causa da dor em minha cabeça, eu
levantei. Olhando ao redor eu senti um pouco de alivio que K e eu eram as únicas no
corredor, então eu tive que segurar o que eu sabia que era uma risada histérica. Se eu
não tivesse completamente enlouquecida por causa da prova de geometria dos infernos
de amanhã, e não tivesse voltado para o meu armário para pegar meus livros para que eu
pudesse tentar obsessivamente (e sem conseguir) estudar hoje a noite, o Rastreador teria
me encontrado parada no lado de fora da escola com mais ou menos 1,300 adolescentes
que iam para o colégio Broken Arrows esperando pelo o que a minha irmã estupidamente
parecia com a Barbie gostava de chamar de “as grandes e amarelas limusines.” Eu tenho
um carro, mas ficar com os menos afortunados que tem que andar de ônibus é uma
tradição honrada, sem mencionar que é um jeito excelente de ver quem está dando em
cima de quem. Como era, só tinha mais um garoto parado no corredor – um idiota alto
com dentes problemáticos, que eu não pude, infelizmente, ver muito porque ele estava
parado lá com sua boca aberta me encarando como se eu tivesse dado a luz a porcos
voadores.
Eu tossi de novo, dessa vez realmente forte, tosse nojenta. O idiota fez um som
agudo e correu pelo corredor até a sala da Sra. Day agarrado a uma tabua que ele pôs no
peito. Parece que o clube de xadrez tinha mudado suas reuniões para segundas depois da
aula.
Vampiros jogam xadrez? Teria vampiros CDF’s? E que tal lideres de torcida parecidas
com a Barbie? Vampiros tocavam numa banda? Existiam vampiros Emos com aquela
esquisitice de caras usando calças para garotas e aquelas franjas horríveis para cobrir
metade do rosto deles? Ou eles são todos aqueles góticos esquisitos que não gostavam de
tomar muito banho? Eu iria me transformar numa Gótica? Ou pior, num Emo? Eu não
gostava muito de usar preto, pelo menos não exclusivamente, e eu estava não estava
sentindo uma repentina aversão a sabonete ou água, e também não tinha um desejo
obsessivo de mudar meu corte de cabelo e usar muito delineador.
Tudo isso girava na minha mente enquanto eu sentia outra histérica risada tentando
escapar da minha garganta, e eu fiquei quase agradecida quando saiu como uma tosse.
“Zoey? Você está bem?” A voz de Kayla parecia muito alta, como se alguém estivesse
aumentando ela, e ela deu outro passo para longe de mim.
Eu suspirei e senti raiva. Não era como se eu tivesse pedido por isso. K e eu éramos
amigas desde a 3º série, e agora ela estava olhando para mim como se eu tivesse me
transformado em um monstro.
“Kayla, sou só eu. A mesma que eu era dois segundos atrás e duas horas atrás e dois
dias atrás.” Eu fiz um gesto frustrante para a minha cabeça dolorida. “Isso não muda
quem eu sou!”
Os olhos de K se encheram de lagrimas de novo, mas, graças a Deus, o telefone dela
começou a cantar “Material Girl” da Madonna. Automaticamente, ela olhou para o
identificador de chamada. Eu podia notar pelo seu olhar que era o seu namorado, Jared.
“Vai nessa,” eu disse numa voz chata e cansada. “Vá pra casa com ele.” Seu olhar de
alivio foi como um tapa na minha cara.
“Me liga depois?” Ela saiu correndo pelo corredor.
Eu observei ela se apressar até o estacionamento. Eu podia ver que ela tinha seu
telefone amassado em seu ouvido e ela estava falando animada com Jared. Eu tenho
certeza que ela já estava contando pra ele que eu tinha virado um monstro.
O problema, é claro, de me transformar em um monstro era o brilho das minhas
duas opções. Opção numero 1: Eu viro um vampiro, o que é igual a um monstro na mente
humana. Opção número 2: Meu corpo rejeita a Mudança e eu morro. Pra sempre.
Veja a boa noticia é que eu não ia ter que fazer o teste de geometria amanhã. A má
noticia é que eu tinha que me mudar para a House Of Night, um internato em Tulsa,
conhecido pelos meus amigos como a Escola Particular dos Vampiros, onde eu passaria os
próximos 4 anos passando por mudanças físicas bizarras, assim como uma mudança total
e permanente na minha vida. E isso apenas se todo o processo não me matasse.
Ótimo. Eu não queria isso também. Eu só queria tentar ser normal, apesar dos pais
mega conservadores, meu irmão mais novo parecido com um troll, e minha tão perfeita
irmã mais velha. Eu queria passar em geometria. Eu queria manter minhas notas altas
para que eu pudesse ser aceita na faculdade veterinária da OSU e queria sair de Broken
Arrow, Oklahoma.
Mas o principal, eu queria me encaixar – pelo menos na escola. Minha casa era sem
esperança, então tudo que eu tinha eram meus amigos e minha vida longe da minha
família. Agora tudo estava sendo tirado de mim, também. Eu esfreguei minha testa e
então mexi no meu cabeço até que ele cobrisse meus olhos em parte, e, com alguma
sorte, a marca que aparecia em cima deles. Mantendo minha cabeça abaixada, como se
eu estivesse fascinada pela meleca que grudou na minha boca, eu corri em direção a
porta que levava para o estacionamento.
Mas eu parei assim que cheguei lá fora. Pelas janelas lado a lado do eu pude ver
Heath. As garotas se amontoavam perto dele, fazendo pose e virando seus cabelos,
enquanto os caras colocavam em movimentos picapes ridiculamente enormes e tentavam
(e quase falhavam) parecer legais. E eu escolhi aquilo para me sentir atraída? Não, para
ser honesta comigo mesma eu deveria lembrar que Heath costumava ser incrivelmente
doce, e mesmo agora ele tinha seus momentos. Principalmente quando ele estava sóbrio.
Garotas afetadas se viraram pra mim no estacionamento. Ótimo. Kathy Richter, a
maior vadia da escola, estava fingindo beijar Heath. Mesmo de onde eu estava parada era
obvio que ela pensava que dar em cima dele era algum timo de ritual de acasalamento.
Como sempre, sem notar Heath estava só parado lá rindo. Bem, diabos, não iria ficar
melhor. E meu Bug azul VW 1966 estava bem no meio deles. Não. Eu não podia ir até lá.
Eu não podia andar até o meio deles com aquela coisa na minha testa. Eu nunca seria
capaz de ser parte deles de novo. Eu já sabia muito bem o que eu tinha que fazer. Eu
lembrava do último garoto que um Rastreador tinha escolhido na escola.
Começou no inicio do ano escolar ano passado. O Rastreador tinha vindo antes da
aula começar e tinha apontado para o garoto enquanto ele estava andando para seu
primeiro período. Eu não vi o Rastreador, mas eu vi o garoto depois, por só um segundo,
depois que ele derrubou seus livros e saiu correndo do prédio, sua nova Marca brilhado na
sua testa pálida e lagrimas correndo por suas bochechas. Eu nunca esqueci o quão lotados
os corredores estavam aquela manhã, e como todos se afastaram dele como se ele tivesse
a peste negra enquanto ele corria para escapar da escola. Eu tinha sido um dos que se
afastaram dele e o encararam, apesar deu sentir pena dele. Eu só não queria ser rotulada
como a única garota que era amiga daquelas aberrações. Meio irônico agora, não é?
Ao invés de ir para o meu carro eu fui para o restaurante mais próximo, que estava,
graças a Deus, vazio. Havia três bancos – sim, eu chequei cada um duas vezes. Na parede
havia duas pias, e que em cima estavam perdurados dois espelhos de tamanho médio. Do
outro lado da pia o lado oposto da parede era coberto com um grande espelho que tinha
uma prateleira abaixo para colocar maquiagem ou qualquer coisa assim. Eu coloquei
minha bolsa e meu livro de geometria na prateleira, respirei fundo, e em um movimento
levantei minha cabeça e tirei o cabelo do rosto.
Era como olhar para o rosto de um estranho familiar. Sabe, aquela pessoa que você
vê numa multidão e jura que conhece, mas na verdade não conhece? Agora ela era eu – a
estranha familiar.
Ela tinha meus olhos. Tinha aquela mesma cor que nunca consegue decidir se é
verde ou marrom, mas meus olhos nunca foram grandes e redondos. Ou eles eram? Ela
tinha meu cabelo – comprido e reto e quase tão escuro quanto o da minha vó tinha sido
antes dele começar a ficar branco. A estranha tinha minhas bochechas, um longo e forte
nariz, e uma boca larga – mais características da minha vó e dos seus ancestrais
Cherokee. Mas meu rosto nunca foi tão pálido. Ele sempre foi meio azeitonado, uma cor
muita mais escura que qualquer um na minha família. Mas talvez não fosse minha pele
que de repente estava tão branca... talvez só parecesse mais pálida em comparação com
as linhas azul escuro que desenhavam uma lua crescente que estava perfeitamente
posicionada no meio da minha testa. Ou talvez fosse aquela terrível luz fluorescente. Eu
esperava que fosse a luz.
Eu encarei aquela exótica tatuagem. Misturada com minhas feições fortes dos
Cherokee parecia me dar um toque de selvagem... como se eu pertencesse a um tempos
antigos quando o mundo era maior... mais bárbaro.
Desse dia em diante minha vida nunca seria a mesma. E por um momento – só um
instante – eu esqueci do horror de não pertencer a lugar nenhum e senti uma chocante
explosão de prazer, enquanto profundamente dentro de mim o sangue do povo da minha
avó se alegrava.

 
O segundo livro da saga “House of Night”, "Traída", traz uma trama totalmente envolvente e sedutora. No segundo volume Zoey, a Novata singular dotada de dons únicos, e seus amigos precisam lidar com uma nova gama de problemas e surpresas. Adicionando um novo grupo de personagens (os assustadores e inconstantes Novatos Vermelhos) e uma nova reviravolta na história  PC e Kristin Cast nos fazem entrar de vez nesse universo de Vampiros. Aphrodite, a megera patricinha, ganha um adorável destaque nesse volume e acaba conquistando não só Zoey mas o leitor. Stevie Rae e os demais amigos da jovem Sacerdotisa também apóiam e ajudam Zoey a assumir a liderança da Filha das Trevas, grupo seleto de alunos da Morada da Noite. É em Traída que o marcante Jack, que será um importante personagem da série, aparece. Mas será que Zoey, apenas uma Novata tocada misteriosamente por Nyx, dará conta do recado?
Com uma fórmula literária que mistura Vampiros com dilemas adolescentes o livros prende a atenção do leitor até a última página, sempre com uma surpresa e uma nova lógica a ser seguida para tentar entender aonde finalmente a história vai chegar. A paleta de personagens e os assuntos abordados (como fanatismo religioso, preconceito contra homossexuais e trabalho voluntário) são sempre inseridos de forma sutil e juvenil no contexto da história, o que torna a narrativa ainda mais interessante.
Usando uma linguagem jovem, mantendo um ritmo acelerado a cada capítulo e não deixando o livro cair naquele blábláblá sentimental, PC e Kristin Cast tornam a leitura totalmente viciante. Aquele tipo de livro que você termina e já vai correndo procurar o próximo volume da série.

Friday, September 28, 2012

Eu ADORO uma boa sessão de fotos que tal ' The Vampire Diaries" Para festejar.


(=

:)



Sensual...
 Linda..
 :D
 O casal mais fofo...

Vai, diz eles são tudo de bom....

 hUM GATO
 Que linda.....
*.*

Cara de má!













Inuyasha (戦国お伽草子–犬夜叉)





                                                    Sengoku Otogi Zoshi Inuyasha, lit. "A Fantástica História do Período Feudal de Inuyasha") é um mangá e anime japonês criado por Rumiko Takahashi. Seus personagens principais são Inuyasha e Kagome Higurashi (a qual teve seu nome mudado na dublagem brasileira para Agome, enquanto que na edição brasileira do mangá o nome original foi conservado). O anime foi exibido de 16 de Outubro de 2000 a 13 de Setembro de 2004 no Japão. No Brasil a série primeiro teve seu mangá publicado em meados de 2002 pela Editora JBC e depois no final do mesmo ano o Cartoon Network trouxe a série animada. No Brasil, a série foi apresentada pela Rede Bandeirantes e também exibida pela Rede Globo, porém essa exibição não durou muito, além de ter problemas na justiça. Ainda se tratando da exibição em território brasileiro, por causa de problemas com o estúdio de dublagem Parisi Vídeo, o animê teve sua exibição cancelada antes do término das dublagens, sendo assim, não existem os últimos 7 episódios dublados em português do Brasil.

*Triste* ): 

                                                        O anime foi reprisado de janeiro até outubro de 2007 no Cartoon Network, de segundas às quintas, às 2h05 até 2h30 da madrugada, no horário de Brasília. A série Inuyasha estreou no Panda Biggs no 8 de Maio de 2011.

                                                              A história se introduz com o jovem Inuyasha, que segundo a história desenvolvida por Rumiko Takahashi, é um hanyou (um meio-yōkai), por ser filho de um yōkai com uma humana, e vive no Japão feudal. Kagome, é uma colegial comum e reencarnação da sacerdotisa Kikyou, e que mora no Japão atual, e é puxada por um poço misterioso, perseguida por um monstro, e vai parar no Japão na época feudal (Sengoku Jidai), em um vilarejo. Lá encontra Kaede, e enquanto conversam, o monstro volta e tenta matar Kagome, e pegar a Joia de Quatro Almas (Shikon no Tama em japonês) que está em seu corpo, então ela foge para a floresta. Durante a perseguição, ela encontra Inuyasha (um meio-yōkai) que estava selado em uma árvore por uma flecha que foi lançada por Kikyou (falecida irmã mais velha de Kaede e encarnação de Kagome). Ele acorda e a chama de Kikyou, mas quando percebe que não é ela (depois Kaede revela que Kagome é a reencarnação de sua irmã), pede a Kagome para soltá-lo para salvá-la do monstro que a perseguia. Ela o solta, e ele destrói o monstro. Logo tenta matar Kagome também, para pegar a Joia de Quatro Almas, mas Kaede aparece e joga no pescoço de Inuyasha um rosário, pedindo para que Kagome fale uma palavra espiritual (qualquer palavra), que ela seria a chave para acalmar Inuyasha. Ela fala "Senta" (osuwari em japonês) inspirada nas orelhas do yōkai, e ele cai no chão. No outro dia, um yōkai corvo engole a Joia de Quatro Almas, e na tentativa de resgata-la, Kagome atira uma flecha nele, mas que acaba acertando a Joia de Quatro Almas também, que é despedaçada em centenas de pedaços e espalhados por todo Japão Feudal. Inuyasha, mesmo não gostando de Kagome (por ela ser muito parecida com Kikyou) é obrigado a se juntar a ela para juntar os fragmentos da Joia de Quatro Almas. Eles passam a depender um do outro pois Kagome sente a presença dos pedaços da Joia de Quatro Almas, e Inuyasha a protege contra os monstros que aparecem no caminho. Inuyasha quer a joia para se transformar em um yōkai completo e mais poderoso, e Kagome porque a despedaçou e tem essa obrigação. No começo os dois se odeiam, mas depois começam a se apaixonar.

                                                                         Personagens

Principais

    Inuyasha (犬夜叉) — Inuyasha é um Hanyou (meio-yōkai) que foi lacrado em uma árvore pela sacerdotisa Kikyou, a mulher que amava. Porém, quando Kagome (reencarnação da sacerdotisa Kikyou), uma colegial da era "presente", volta no tempo, faz com que Inuyasha volte à vida desfazendo o lacre. Inuyasha e Kagome começam a seguir uma viagem em busca dos fragmentos da jóia de quatro almas (no original, Shikon no Tama) antes que Naraku o consiga. No começo da história, Inuyasha não se dá bem com Kagome.

    Kagome Higurashi (日暮かごめ) — Kagome é a reencarnação da poderosa sacerdotisa Kikyou, Kagome é uma bela colegial que atravessa um portal do tempo através de um poço do antigo templo em que mora, e acaba voltando para a Era Feudal (Idade Medieval Japonesa). Lá ela encontra Inuyasha e o desperta de seu lacre. Durante a batalha contra a mulher-centopéia, além de desfazer o lacre de Inuyasha, Kagome descobre que a jóia de quatro almas estava escondida dentro de seu corpo, a mesma jóia que se quebra em pedaços quando uma flecha de Kagome a atinge. Agora, junto de Inuyasha, Kagome partirá em uma jornada para completar a jóia, já que ela é a única que consegue localizá-la.

    Shippo (七宝) — Yōkai raposa, Shippou teve seu pai assassinado pelos irmãos relêmpagos Manten e Hiten. Foi salvo por Inuyasha e Kagome e desde então acompanha-os em suas aventuras. Volta e meia tem alguma briga com Inuyasha. Por ser uma criança, seus ataques se limitam a pequenos truques com brinquedos e também ao Kitsune bi (Fogo de Raposa), mas a sua maior arma é a esperteza para se safar das lutas. No fim da série, termina treinando para se tornar um grande youkai feiticeiro, mas continua treinando para se tornar mais dedicado, revelado em Kanketsu-Hen episódio final.

    Miroku (弥勒) — Monge budista. Carrega consigo em sua mão direita um grande buraco negro que suga tudo que é colocado na frente deles, chamado Buraco do Vento (no original, Kazaana) o qual é uma maldição hereditária, ou seja passa de pai para filho. Seu avô foi vencido por Naraku, o qual lhe passou a maldição, que, assim como pai de Miroku, morrera por causa da mesma. Somente vencendo Naraku que tal maldição será desfeita, antes que o buraco do vento o sugue. Miroku é muito mulherengo e sempre que vê alguma garota pede para ter um filho com ele, Kagome foi uma de suas vitimas dizendo que precisará de herdeiros caso fracasse na missão de derrotar Naraku.Termina a série formando família ao lado de Sango e também se livra da maldição do Buraco do Vento, revelado em Kanketsu-Hen episódio final.

    Sango (珊瑚) — Sango é uma exterminadora de yōkais que foi ferida e teve seu pai e companheiros assassinados pelo seu irmão, Kohaku (que estava possuido por Naraku). No início, persegue Inuyasha acreditando que esse era o culpado da eliminação de seu clã, acreditando na mentira de Naraku. Ao descobrir a verdade, Sango se junta a Kagome e Inuyasha e parte em busca da Jóia de Quatro Almas para destruir Naraku. Sua arma é o osso voador (no original, Hiraikotsu) e a ajuda de sua companheira gata youkai, Kirara. Termina a série formando família ao lado de Miroku e seu irmão livre de Naraku, continuou seu ofício como Youkai no Taijiya (Exterminador de Youkais), revelado em Kanketsu-Hen episódio final.

    Kirara (雲母) — A gata yōkai companheira de Sango. Tem duas formas. Em sua forma normal tem o tamanho de um gato normal, porém transformada é um gato enorme, munido de dentes de sabre e capaz de voar. Por causa disso, acaba servindo de transporte para Inuyasha e seus amigos.

Secundários

    Sesshoumaru (殺生丸) — Meio-irmão de Inuyasha. Ao contrário de Inuyasha, Sesshoumaru é um yōkai puro. Sente um forte rancor pelo Inuyasha por esse ter herdado a espada de seu pai, Tessaiga, que possui o poder de acabar com cem yōkais com um único golpe, e o rancor só aumenta quando Sesshoumaru descobre que a Tenseiga, uma espada de cura capaz de trazer os mortos a vida, que herdou não passava de "restos" da Tessaiga. Não expressa nenhum tipo de sentimento, mesmo nas situações mais adversas, despreza humanos e não sente necessidade de companhia, a não ser a de seu servo, Jaken. Sua postura é levemente transformada após conhecer uma menina humana chamada Rin que cuida de Sesshoumaru enquanto esse estava ferido; Posteriormente Sesshoumaru salva sua vida com a Tenseiga após ela ser atacada por lobos, a partir daí, Rin passa a segui-lo, enquanto ele passa a protegê-la enquanto desenvolve um sentimento de compaixão e zelo pela menina que por fim transforma-se quase num amor paternal; O episódio 9 de Inuayasha Kanketsu-Hen mostra o quão mudado se torna Sesshoumaru.

    Kikyou (桔梗) - Sacerdotisa que tomava conta da jóia de quatro almas. Kikyou se apaixona por Inuyasha, porém seu maior erro foi começar a cuidar do bandido Onigumo, que nutria sentimentos pela gentil sacerdotisa. Onigumo entregou seu corpo para Youkais, nascendo, assim, Naraku. Armou para que Kikyou e Inuyasha se odiassem. Kikyou morre depois de ter lacrado Inuyasha e seu corpo é queimado junto com a jóia, a seu pedido. 50 anos depois Kikyou reencarna como Kagome, e quando esta volta no tempo através do antigo poço em sua casa, já está crescida e sua alma é retirada pela bruxa Urasue que queria trazer Kikyou de volta a vida, pois queria que a sacerdotisa usasse seus poderes espirituais para procurar os fragmentos da Jóia de 4 Almas (Shikon no Tama)e também porque Kagome não fazia ideia de como usar todos os poderes da sua encarnação passada. No decorrer da história se mantém viva apenas pelas almas dos mortos e pelo ódio. Kikyou descobre que a sua morte foi uma armação de Naraku para separá-la de Inuyasha e começa a perseguí-lo. Kikyou se sacrifica com Naraku, aquele que espalhou a desconfiança entre ela e Inuyasha, revelado em Kanketsu-Hen

    Kouga (鋼牙) — Chefe de uma tribo de yōkais lobos (Yourouzoku), Kouga acaba se tornando rival de Inuyasha ao se apaixonar por Kagome. Também persegue Naraku, já que uma de suas crias, Kagura, aniquilou seus companheiros. Kouga possui fragmentos da jóia em suas pernas, o fazendo ser extremamente rápido. Kouga termina a série se casando com Ayame, a garota youkai a quem ele salvou na infância, revelado em Kanketsu-Hen

    Naraku (奈落)
— O grande vilão da série. Nasceu a partir da fusão do bandido Onigumo com vários yōkais, o fazendo ser um meio-yōkai. Queria corromper a jóia de quatro almas (segundo ele, ela fica mais bela), portanto armou contra Kikyou e Inuyasha. Porém, Kikyou não usou a jóia para salvar a sua vida, a cremando junto de seu corpo. Quando a jóia volta para a era, Naraku começa a procurá-la a fim de se tornar um youkai completo. Vale notar que ainda possui sentimentos especiais pela Kikyou, por causa do coração de Onigumo. Seus maiores objetivos é destruir kikyou, já que lhe representa uma ameaça, e juntar a jóia. Naraku possui várias crias, mas as principais delas são Kagura (o "vento") e Kanna (o "nada"). É sacrificado com Kikyou por causar a desconfiança entre ela e Inuyasha, revelado em Kanketsu-Hen

    Kohaku (琥珀) — Irmão mais novo de Sango. Durante uma missão, foi controlado pelo Naraku, que o obrigou a matar seu pai e companheiros e a ferir Sango. Kohaku morre nesse incidente, mas é revivido graças a um fragmento de jóia, virando um escravo de Naraku. No decorrer da história, Kohaku recupera suas lembranças, fazendo com que se voltasse contra Naraku e o perseguisse. No final, Kohaku é libertado da influência de Naraku, apesar de não morrer depois de retirado um dos fragmentos da "Shikon no Tama", devido a um último desejo de Kikyou. Passa a exercer o ofício de caçador de yōkais conseguindo armas de Toutousai, ocupando o lugar da irmã, que casa e forma uma família com Miroku abandonando as batalhas

    Kagura (神楽) — Uma das crias do Naraku. Kagura deseja ser livre como o vento, porém obedece Naraku por ele possuir seu coração. Kagura às vezes trai Naraku, ajudando Inuyasha e seus amigos, e pondo sua vida em perigo. Possui a habilidade de controlar os mortos e dominar o vento através de um leque

    Kanna (神無) — Irmã mais velha de Kagura, cria do Naraku. Kana não possui cheiro, nem energia sinistra muito menos cor (por isso ser o "nada"). Serva fiel de Naraku, sempre obedecendo-o. Possui a habilidade de arrancar as almas das pessoas através de um espelho que sempre carrega

    Rin (りん) — Rin cuidou de Sesshoumaru quando estava gravemente ferido depois que ele perdeu uma luta contra Inuyasha. Seu vilarejo foi atacado pelos lobos de Kouga e ela foi morta. Sesshoumaru a encontra e a revive, o que faz com que ela o siga para todos os lugares. Antes de ser atacada, Rin não falava por ter testemunhado o assassinato de sua família. Passa a viver ao lado da velha Kaede e se torna uma aprendiz, longe de Sesshoumaru e Jaken e também das lutas, porém Sesshoumaru sempre aparece no vilarejo para presentar Rin e vê-la, revelado em Kanketsu-Hen

    Jaken (邪見) - Jaken é um yōkai que acompanha Sesshoumaru em sua jornada para derrotar Naraku, seu objetivo é tornar-se ministro do reino de Sesshoumaru, quando este se tornar um poderoso yōkai. Jaken conhece Sesshoumaru numa batalha ocorrida cem anos antes dos acontecimentos da série, após perceber o grande poder de Sesshoumaru passa a segui-lo. Ele é encarregado de proteger Rin na ausência de Sesshoumaru. No incio não aceita o fato de humana seguir viagem com ele e seu mestre, mas com o tempo passa a gostar da companhia

    Ayame (菖蒲) - Uma garota yōkai-lobo como Kouga, em sua infância é salva por Kouga de um ataque de youkai. kouga por sua vez promete se casar com ela assim que ela tivesse idade o suficiente. Após encontrar Kouga depois de alguns anos, tenta o obrigar a faze-lo cumprir sua promessa. Assim como Kouga, Ayame é muito rápida e provoca o mesmo "redemoinho" que Kouga quando se desloca com muita velocidade. No final da série casa-se com Kouga

    Souta Higurashi - Irmão mais novo de Kagome, teve que conviver no mundo real com a ausência de sua irmã, pelo fato desta passar a maior parte do tempo na era Feudal com Inuyasha. É um menino estudioso e sempre faz o possível para ajudar a irmã. Gosta de brincar com Inuyasha quando esse vai a era atual, e na maior parte das vezes os dois se metem em problemas causando boa parte das cenas de humor

                                                 Armas


Tessaiga "鉄砕牙"

Tessaiga (Presa Esmagadora de Ferro) é uma poderosa espada deixada para Inuyasha pelo pai dele (feita com um de seus caninos). O primeiro objetivo de Sesshomaru tanto no mangá quanto no anime é encontrar e reivindicar a Tessaiga. Ele descobre a localização escondida de Inuyasha usando a força e realmente encontra a Tessaiga antes de seu irmão. No entanto, o que Sesshomaru não sabia era que a espada possuía uma barreira que a impedia de ser segurada por youkais que nao possuem compaixão para com a raça humana, o que a tornava especialmente feita para a defesa de Inuyasha. Na primeira de muitas lutas entre os dois, Sesshoumaru perde o braço esquerdo lutando contra Inuyasha no episódio 7. Ele perde o braço se transformando em sua forma real, de um grande cachorro gigante(assim como seu pai).

Após sucessivas falhas em tentar surrupiar a Tessaiga de seu irmão mais novo, Sesshomaru decide quebrá-la, de modo que nenhum dos dois a tivesse. Para isso, ele adquire o braço de um dragão. Mas ele perde de novo, dessa vez saindo com sérios ferimentos causados por Inuyasha. Após recuperar-se, Sesshomaru obtém a Toukijin, e finalmente descobre porque ele não pode ter a Tessaiga: Inuyasha precisa dela para manter sua sanidade. Sesshomaru confirma sua descoberta ao visitar Bokusenou, um velho amigo do pai dele, que lhe explica que a Tessaiga tinha outra utilidade, fora ser instrumento de luta. A Tessaiga estaria impedindo o sangue youkai de Inuyasha tomar conta de sua mente.

No começo, entretanto, Inuyasha não dava muito valor a Tessaiga. Mas não demorou muito para que ele visse o potencial dessa espada, e descobrisse que ela poderia ajudá-lo a derrotar Naraku. Assim, Inuyasha se empenha em aprender a dominar todos os golpes da Tessaiga, que vão surgindo aos poucos no decorrer da história. Eles são: Kaze no Kizu (Ferida do Vento), golpe destrutivo capaz de aniquilar 100 youkais de uma vez; Bakuryuuha (Onda Explosiva), combinação da Ferida do Vento com a energia sinistra do adversário que produz um tufão extremamente destrutivo que consome todo o poder do inimigo; Akai Tessaiga (Tessaiga Vermelha), capaz de destruir barreiras; Kongousouha (Lanças de Diamante), ataque obtido do youkai Housenki e que consiste no lançamento de diversas lanças capazes de atravessar qualquer tipo de barreira (mas que se revelaram inúteis diante da carapaça de Moryomaru); e Ryuurin no Tessaiga (Tessaiga de Escamas de Dragão, que absorveu o poder da espada Dakki),que apareceu apenas na 2ºfase da série , e que torna a Tessaiga capaz de absorver as energias sinistras dos adversários (mais tarde, depois de um treinamento, Inuyasha descobre que o jeito certo de usá-la é cortando o "Youketsu", ou Ponto Vulnerável, um redemoinho invisível de energia sinistra que funciona como núcleo do poder de um youkai); E o último golpe é da Meidou Tessaiga (Tessaiga Negra), A Fenda da Escuridão (Meidou Zangetsuha), golpe roubado de Shishinki pelo pai de Inuyasha. Era uma habilidade que estava na Tenseiga de Sesshoumaru, que o aperfeiçoou ao longo do tempo. Como a Tessaiga tem o poder de absorver os golpes do inimigo, a Fenda da Escuridão passou a fazer parte do "arsenal" desta espada, como era desejo do falecido pai, depois de uma batalha final entre Sesshoumaru e Inuyasha. Na batalha decisiva contra Naraku, Inuyasha consegue modificar A Fenda da Escuridão(se Transformando no Meidou Zangetsuha perfeito, o Ondas Lunares das Trevas), antes tendo o formato de uma lua cheia, ele passou a ter o formato de múltiplas lâminas, como luas crescentes. Graças a isso, Naraku, que estava protegido pela Shikon-no-Tama (Jóia-de-Quatro-Almas) dos efeitos da Fenda da escuridão, pôde ser despedaçado as poucos pelas Ondas Lunares das Trevas.

Tenseiga "天生牙"

A Tenseiga (Canino da Vida Celestial) é a espada que Sesshoumaru herdou de seu pai. Normalmente, ela é mantida embainhada, porque Sesshoumaru não considera útil uma espada que cura em vez de matar. No decorrer da história, Sesshoumaru descobre a importância da mesma após "testá-la" numerosas vezes e, mais tarde, a Tenseiga salva sua vida ao usar sua barreira para bloquear o ataque de Inuyasha.

Ele a usa para salvar Rin, para reviver a cabeça de Goshinki com o intuito de utilizar seu dente para forjar a Toukijin, para lutar contra os guardiões do "outro mundo" e para aterrorizar Jaken, além de outras funções. Enquanto Sesshoumaru crescia, seu pai provavelmente teria notado a ambição por poder e o desgosto por humanos dele. Assim, antes do nascimento de Inuyasha, ele mandou Totosai forjar duas espadas, uma para cada um de seus filhos. E, tendo em mente o ódio de Sesshoumaru em relação a humanos e o fato de Inuyasha ser um hanyou (metade humano, metade youkai), ele sabia que Sesshoumaru nunca aceitaria o fato de não herdar a Tessaiga e consequentemente iria sentir um profundo ódio e inveja de Inuyasha.

No capítulo 410 do mangá de Inuyasha a Tenseiga adquire um novo ataque — dessa vez, ela pode matar: o Meidou Zangetsuha, (a Fenda da Escuridão).

Posteriormente, Sesshoumaru descobre que a Tenseiga é, na verdade, uma parte da Tessaiga. A ideia de seu pai era que Sesshoumaru aperfeiçoasse o golpe, e depois a Tessaiga de Inuyasha a absorveria, o que não agradou Sesshoumaru. Mesmo assim, ele acabou fazendo a vontade do pai, após testar o irmão em uma luta.

Toukijin "闘鬼神"

Em busca de Naraku, Sesshoumaru nota que Inuyasha havia derrotado um youkai chamado Goshinki( outra criação de Naraku) e ele havia quebrado a Tessaiga. Sesshomaru investiga o local, e decide levar consigo a cabeça de Goshinki para um forjador de espadas de nome Kaijinbo, um ex-aprediz de Toutousai, conhecido por suas espadas malignas. Após concluir a Toukijin sem, no entanto, perceber que a alma má de Goshinki permanecia no dente utilizado como matéria-prima para a espada, Kaijinbou é possuído por ela e parte em busca de Inuyasha, aquele que matou Goshinki.

Kajinbo encontra Inuyasha, mas termina morrendo, pois seu corpo não suporta tamanha energia maligna. Sesshoumaru chega para reivindicar a Toukijin (Alma Guerreira de Um Demônio), que estava fincada no chão. Toutousai, que acompanhava Inuyasha, adverte Sesshoumaru para não tocar na espada porque ela também o possuíria. Mas Sesshoumaru prova que Totosai estava errado.

A razão para Sesshoumaru ter criado aquela espada era a esperança dele de que, se criasse uma espada a partir do dente do youkai que havia quebrado a Tessaiga, ele teria uma espada cujo poder rivalizaria com o da própria Tessaiga.

Tão forte quanto a Tessaiga, a Toukijin é muito resistente e tem alto poder destrutivo, e pode danificar o corpo do inimigo sem a necessidade de toca-lo, assim como a Tessaiga.

No capítulo 407 do mangá, a lâmina da Toukijin é quebrada por Mouryoumaru — mais uma extensão de Naraku.

Souunga "叢雲牙"

Uma espada maligna possuída por um poderoso demônio capaz de possuir a alma daquele que empunhar a mesma, caso este não esteja apto a dominá-la. Ela não foi forjada por Toutousai como a Tessaiga e a Tenseiga. O grande General Cão, Ino No Taicho (pai de Inuyasha e Sesshoumaru) já a possuída desde os tempos mais remotos. Ele era o único capaz de controlar Souunga e assim selar o poder do espírito maligno. Embora carregasse essa arma durante as guerras, o general usou o poder da Souunga raramente. A última vez foi durante a batalha contra Takemaru de Setsuna.

A Souunga é uma espada que possui a habilidade de reviver os mortos; Porém, ao contrário da Tenseiga, ela apenas oferece aos mortos uma semi-vida, onde eles possuem carne e sangue para eles reviverem sob as ordens do mestre da Souunga. Entretanto, se o guerreiro não for forte o suficiente, os mortos revividos estarão sob o controle do espiríto antigo residente na espada (O demônio Souunga, que possui o mesmo nome da espada).

Depois da morte de Inu no Taishou (General Cão), Toutousai, Myouga e Saya Dono ficaram preocupados com o destino da espada. O líder supremo dos youkais cachorros não havia deixado nenhuma ordem específica sobre a espada. De início, os três youkais desejavam entregar a Souunga para Sesshoumaru. Eles desistiram da ideia porque sabiam da crueldade dentro do coração do youkai. Saya Dono tomou uma importante decisão e lacrou a espada, tornando-se a nova bainha da Souunga. Ele ordenou que a espada fosse jogada no Poço Come-Ossos (Honekui No Ido) para nunca mais retornar a Era Feudal e causar mais atrocidades. Infelizmente, Saya não tinha forças suficiente para lacrar a espada eternamente e na Era Atual (período onde Kagome vive com a família), a espada Souunga despertou para lançar sua ira contra o Mundo dos humanos.

Na Era Feudal, Inuyasha e Sesshoumaru enfrentaram uma intensa batalha contra Souunga. Para lacrar a espada definitivamente no Inferno foi necessário a únião dos golpes mais poderosos das espadas Tessaiga e Tenseiga. Em outras palavras, os filhos do Inu no Taishou precisavam esquecer as antigas rivalidades e trabalhar em equipe pela primeira vez. Mesmo utilizando o golpe "Dragão do Inferno" (Gokuryuuha), a Souunga não foi párea para os ataques "Ondas Explosivas" (Bakuryuuha) e Souryuuha (ainda sem tradução definida no Brasil; a tradução mais próxima seria "Ondas do Dragão Sagrado"), lançados respectivamente pelas espadas Tessaiga e Tenseiga. Dessa forma, um milagre aconteceu: a Souunga foi lacrada no Inferno e os mortos-vivos desapareceram antes que conseguissem destruir o Mundo completamente.

Bakusaiga "爆砕牙"
O nome significa "Presa Fulminante ou Presa Explosiva". É a verdadeira e única espada de Sesshoumaru. Toutousai revela que a espada não se trata de uma herança deixada pelo General Cão(Inu Taishou), mas sim, de uma arma criada e oculta no corpo do próprio Sesshoumaru. Esta arma estava oculta há muitos anos no corpo do guerreiro. Sesshoumaru somente foi capaz de obtê-la durante a luta contra Magatsuhi, a essência maligna da Jóia de Quatro Almas(Shikon no Tama). A Bakusaiga emergiu de dentro de Sesshoumaru trazendo o braço esquerdo que antes fora arrancado pela Tessaiga de Inuyasha. Sesshoumaru havia finalmente abandonado o desejo de se tornar um grande youkai (Dai-Youkai) como o seu pai, ou seja, o apreço que tinha pela Tessaiga. Por esse motivo, a Bakusaiga decidiu aparecer e ajudar o próprio mestre na luta contra Magatsuhi. A espada possui um poder semelhante a Ferida do Vento (Kaze No Kizu) da Tessaiga. O poder da Bakusaiga é tão grande que é capaz de desintegrar completamente o corpo do inimigo. Mesmo que o cadáver continue vivo e tentando se regenerar, o poder da espada continua desintegrando-o até não restar absolutamente nada. Caso o cádaver se junte a algum outro corpo, os poderes da Bakusaiga também poderão afetá-lo e destruí-lo por completo. Por esse motivo, Magatsuhi e Naraku temem a nova arma de Sesshoumaru.

Thursday, September 27, 2012

Agatha Christie

Dame Agatha Mary Clarissa Mallowan (Torquay, 15 de Setembro de 1890 — Wallingford, 12 de Janeiro de 1976), mundialmente conhecida como Agatha Christie, foi uma romancista policial britânica, autora de mais de oitenta livros. Seus livros são dos mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare, com mais de 4 bilhões de cópias vendidas em diversas línguas.
Conhecida como "Duquesa da Morte", "Rainha do Crime", dentre outros títulos, criou os famosos personagens Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford e Parker Pyne, entre outros. Agatha Christie escreveu também sobre o pseudônimo de Mary Westmacott.


Agatha Christie
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Nascimento Agatha Mary Clarissa Miller
15 de Setembro de 1890
Torquay , Inglaterra
Morte 12 de Janeiro de 1976 (85 anos)
Wallingford , Inglaterra
Pseudônimo Mary Westmacott
Ocupação Romancista
Nacionalidade britânica
Gênero literário Romance policial
Obra(s) de destaque The Murder of Roger Ackroyd (O Assassinato de Roger Ackroyd)
Murder on the Orient Express (br: Assassinato no Expresso do Oriente / pt: Um crime no Expresso do Oriente)
Ten Little Niggers (br: O Caso dos Dez Negrinhos / pt: Convite para a Morte)
The Mousetrap (A Ratoeira)
Cônjuge Archibald Christie (1914–1928)
Max Mallowan (1930–1976)
Filhos Rosalind Hicks (1919-2004)



Assinatura

Vida

Local onde Agatha foi batizada.
Agatha Mary Clarissa Miller nasceu em 15 de Setembro de 1890, na costa de Devon, na cidade de Torquay, sendo a terceira filha de um rico americano.. Os seus livros venderam centenas de milhões de cópias em inglês, além de mais algumas centenas de milhões em línguas estrangeiras, totalizando mais de 4 bilhões. Ela é a autora mais publicada de todos os tempos em qualquer idioma, somente ultrapassada pela Bíblia e por Shakespeare. Ela é a autora de oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, 19 peças e seis romances escritos sob o nome de Mary Westmacott. Agatha Christie foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino.

Primeiros anos

O pai de Agatha, Frederick, era americano e passava a maior parte do tempo viajando, já a mãe, Clara, era uma mulher muito tímida, de quem Agatha herdou boa parte de sua personalidade. O casal tinha mais dois filhos, Madge e Monty, ambos mais velhos que a futura escritora. Em 1896, mudou-se, junto à família para a França.  Embora Madge e Monty recebessem uma educação formal, a mãe decidiu que a filha mais nova deveria começar a estudar antes dos 8 anos, então com 5 anos de idade, Agatha já sabia ler, a partir de então, praticamente só foi educada em casa, tendo diversos tutores e professores particulares. Quando a filha tinha ainda 11 anos, o seu pai, Frederick, morreu, a partir de então Agatha começou a viajar para vários lugares do mundo junto com a mãe.Aos 16 anos, foi para uma escola de aperfeiçoamento em Paris, onde se destacou como cantora e pianista.
Conheceu o Coronel Archibald Christie, piloto do Corpo Real de Aviadores em 1912, e manteve com ele um romance tempestuoso. Casaram-se em 24 de Dezembro de 1914.Enquanto o marido esteve na Primeira Guerra Mundial, Agatha trabalhou em um hospital e em uma farmácia, funções que influenciaram seu trabalho: muitos dos assassinatos em seus livros foram cometidos com o uso de veneno. Em 1919, teve com Archibald sua primeira e única filha, Rosalind, e em 1926, a mãe de Agatha, Clara, morreu, e naquele mesmo ano a autora se divorcia do marido e desaparece por vários dias. A irmã mais velha de Agatha, Madge faleceu em 1923, já o irmão Monty, morreu em 1929.

Início na literatura

Começou a escrever The Mysterious Affair at Styles em 1916, e o livro foi publicado em 1920 pela editora Bodley Head vendendo cerca de 2.000 cópias, após ser rejeitado por 6 editoras. Em seguida vieram The Secret Adversary, The Murder on the Links, The Man in the Brown Suit, Poirot Investigates e The Secret of Chimneys. Mas o sucesso veio em 1926 com a publicação de The Murder of Roger Ackroyd, que vendeu 5.000 cópias. O livro causou polêmica, pois Agatha contrariou as regras dos romances policiais.

Desaparecimento

O lago Silent Pool onde o carro da autora foi encontrado.
Em 3 de Dezembro de 1926, seu marido Archie revela que está apaixonado por outra mulher, Nancy Neele, e quer o divórcio, e então deixa a esposa, para passar um fim de semana com a amante e alguns amigos em Godalming, Surrey. Após chegar em casa e não encontrar o marido, Agatha abandonou a casa em Styles por volta das 21h45 daquela noite com uma pequena mala. Na manhã do dia 4 de Dezembro seu carro foi encontrado em um barranco no lago de Silent Pool em Newlands Corner, com os faróis acesos. Dentro do Morris Cowley verde foram deixados um casaco de pele, a sua mala e uma carteira de motorista vencida. O desaparecimento da autora se tornou notícia em Surrey quando a polícia local publicou um relatório de pessoas desaparecidas, e passou-se a oferecer £100 para quem tivesse qualquer informação sobre a autora. Aviões, mergulhadores e escoteiros buscavam por Agatha - ao todo a busca teve a ajuda de 15.000 voluntários.
Várias informações foram acrescentadas à história do desaparecimento da autora, no livro The World of Agatha Christie. Martin Fido diz que na semana de seu desaparecimento Agatha deixou uma carta para Carlo Fisher, sua secretária pedindo para cancelar uma hospedagem em Yorkshire. Segundo Martin, a autora escreveu também uma carta ao marido fazendo-lhe duras críticas. Ainda no sábado, antes da descoberta do carro da autora, ela havia escrito uma carta a Campbell Christie, de Londres, dizendo que iria para Yorkshire, mas a carta foi perdida antes que Campbell pudesse lê-la. Uma nota também foi escrita para o vice-chefe de polícia de Surrey (ainda antes de encontrar-se o carro de Agatha), informando que Archie temia por sua segurança.

Descoberta

O Old Swan Hotel, onde Agatha foi encontrada.
Agatha Christie estava desaparecida há 11 dias, desde que seu carro havia sido encontrado no lago Silent Pool, e estava sendo procurada por aviões (foi a primeira vez que se usou aviões para buscar algum desaparecido na Inglaterra), quando a polícia soube que ela estava no Hydropathic Hotel (hoje Old Swan Hotel), em Harrogate. Agatha chegou lá de táxi no dia 4 de Dezembro levando consigo apenas uma mala.
A autora estava hospedada sobre o nome de Teresa Neele (o mesmo sobrenome da amante de seu marido), e dizia ser da Cidade do Cabo, e explicou que era uma mãe de luto pela morte de seu filho. No hotel Agatha foi vista dançando, jogando bridge, fazendo palavras cruzadas e lendo jornais. Curiosamente, a autora deixou um anúncio no The Times dizendo que Teresa Neele procurava parentes e amigos da África do Sul, interessante ressaltar, que a irmã de Agatha, Madge, morreu em 1923, após voltar do país africano. A autora foi reconhecida no hotel pelo músico Bob Sanders Tappin que reivindicou a recompensa de £100. Sanders disse que se dirigiu a autora como "Mrs. Christie" e que essa respondeu-lhe, mas disse que estava sofrendo de amnésia. Agatha foi encontrada pela polícia no dia 19 de Dezembro.

Controvérsia

Várias teorias foram criadas para explicar o falso desaparecimento da autora, algumas pessoas defendem que o escândalo foi um golpe publicitário para aumentar a venda de um dos seus livros (The Murder of Roger Ackroyd lançado semanas antes do desaparecimento, continuava na lista de best-sellers), outras que a intenção da autora era apenas se vingar de Archibald, simulando sua morte para que o marido fosse acusado de assassiná-la, e finalmente há os que dizem que a autora realmente sofreu um acidente de carro e perdeu a memória.
Embora em seus livros autobiográficos não haja quase nenhuma informação sobre o episódio de seu desaparecimento, acredita-se que, em "O Retrato", publicado sob o nome de Mary Westmacott, Agatha conte muito da sua história através da personagem Celia, que pensa em suicídio após ser abandonada pelo marido.

O segundo casamento e retorno à literatura

Em 1927 Agatha voltou a escrever, com a publicação de The Big Four, protagonizado por Hercule Poirot. Mesmo após o escândalo de seu desaparecimento, Agatha só se separou de Archibald em 1928, dois anos após o incidente. No outono do mesmo ano, o arqueólogo britânico Leonard Woolley convidou Agatha para o Oriente Médio, onde estava no comando de escavações em Ur. No ano seguinte Agatha voltou a Ur, onde conheceu o jovem assistente de Woolley, Max Mallowan (14 anos mais jovem que Agatha), com quem se casou em 1930. A autora manteve seu nome como Agatha Christie porque assim estava celebrizada entre os seus leitores, mas em sua vida particular era chamada de Mrs. Mallowan. Com o marido, Agatha viajou por todo o mundo, fazendo escavações e tomando conhecimentos sobre arqueologia, e escreveu um livro sobre a experiência, Come, Tell Me How You Live. O casamento com Mallowan duraria até a morte da escritora. Sua única filha, Rosalind casou-se no início da Segunda Guerra Mundial, e em 1943 teve um filho, Mathew Prichard, o único neto de Agatha Christie.
Gravura no túmulo da autora.

Em 1934, Agatha alcança o auge de sua carreira, com um de seus livros mais famosos, Murder on the Orient Express, adaptado para o cinema, teatro e TV em incontáveis ocasiões, sendo a mais famosa delas a versão de 1974 do romance, que rendeu um Óscar a Ingrid Bergman, e três prêmios BAFTA.Só no ano de lançamento do filme, o romance original vendeu 3 milhões de cópias.

Últimos anos

Em 1971, Agatha tornou-se dama do império britânico. O último livro protagonizado por Hercule Poirot, Curtain (escrito nos anos 40), foi publicado em Dezembro de 1975, porque Agatha já não se sentia disposta a escrever. A autora veio a falecer 2 meses depois, em 12 de Janeiro de 1976, por conta de uma pneumonia. Encontra-se sepultada em St Mary Churchyard, Cholsey, Oxfordshire na Inglaterra. Já o último livro de Miss Marple, Sleeping Murder (também escrito nos anos 40) foi publicado em Outubro de 1976. O marido Max Mallowan morreu em 1978.

O Legado de Agatha

Placa em homenagem a Agatha Christie na Abadia de Torre (Torre Abbey), em Torquay
Ao contrário dos irmãos, Agatha nunca teve chance de frequentar a escola pública, e foi educada pela mãe, num ambiente quase recluso onde Agatha interessou-se pela música clássica e sonhava em ser cantora lírica. Agatha chegou até mesmo a estudar música em Paris. Em sua infância, também através da mãe, teve o primeiro contato com a literatura.
Em seus 56 anos de carreira Agatha escreveu mais de 80 livros, fora as várias peças teatrais e adaptações cinematográficas e televisivas de suas obras, protagonizadas por Hercule Poirot, o detetive belga popularizado pelo uso de suas células cinzentas, e Miss Marple, a solteirona, que observando a natureza humana pode solucionar os mais obscuros mistérios.

Guinness

St. Martin's Theatre, onde é encenada a peça The Mousetrap.
Agatha está no Guinness Book of World Records, como a autora mais vendida no mundo, seus livros já venderam mais de 2 bilhões de cópias em 44 idiomas, os royalties gerados pelas obras são de US$4 milhões por ano, Agatha é também uma das autoras mais prolíficas do mundo. A autora também ocupa um lugar no Guinnes pela peça teatral de maior duração do mundo, The Mousetrap estreou em 25 de Novembro de 1952 no Ambassadors Theatre em Londres, em 25 de Março de 1974 foi para o St. Martin's Theatre, e continua lá até hoje.

O maior livro do mundo

Outro recorde de Agatha, foi o livro mais grosso do mundo, medindo mais de 30 cm de comprimento, possui 4.032 páginas, e todos os 12 romances e 20 contos protagonizados por Miss Marple. The Complete Miss Marple é um dos livros mais raros da escritora, vinculado pela Cedric & Chivers Period Bookbinding, o livro é em sua maior parte de couro, e com ouro em algumas partes, com 16 páginas feitas à mão, foram produzidos apenas 500 volumes e o livro é vendido por £1.000. O livro tem também um mapa de St. Mary Mead a aldeia fictícia onde Miss Marple viveu, feito por Nicolette Caven baseando-se na descrição dada por Agatha em Um Corpo na Biblioteca, e em detalhes adicionais fornecidos por outros romances de Agatha, e uma introdução de Kate Mosse, contando como Agatha "descobriu" Miss Marple, e um prefácio de Mathew Prichard, o neto de Agatha que escreveu:
"Ao longo dos anos, todo mundo me disse que isso nunca poderia ser feito - coletar todas as histórias de minha avó sobre Miss Marple em um único volume. Assim, embora este livro seja, em termos de publicação, um marco, ele também simboliza o carinho que o público, tanto na Grã-Bretanha quanto em outros lugares, tem por Miss Marple. "

Agatha Christie Ltd.

Em 1955 foi criada a Agatha Christie Ltd., que passou a cuidar dos direitos de todas as obras, peças e filmes de Agatha após essa data, em 1968 a Booker McConnell comprou 51% da empresa, mas pouco tempo depois aumentou seu capital sobre a empresa para 64%, em 1998 a Booker vendeu sua parte para a Chorion. O neto de Agatha Christie, Mathew Prichard, herdeiro de muitas obras da avó(incluindo A Ratoeira), ainda é associado à Agatha Christie Ltd.

Vendas

Lista de vendas das primeiras edições dos livros de Agatha, segundo a Agatha Christie Ltd.
Nome do livro Ano Vendas
Curtain 1975 200.000
A Murder is Announced 1950 50.000
The Hollow 1946 40.000
Sparkling Cyanide 1945 30.000
Five Little Pigs 1943 20.000
Three Act Tragedy 1935 10.000
The Murder of Roger Ackroyd 1926 5.000
The Mysterious Affair at Styles 1920 2.000

A autora em sua vida pessoal

A vida em Devon

Placa em homenagem a Agatha Christie na Barton Road, em Ashfield, onde ela passou sua infância.
 
 
Agatha passou sua infância e adolescência em Devon, que também foi o cenário de 15 de seus romances. A jovem Agatha viveu numa grande mansão de Ashfield no bairro de Torre, quando criança Agatha adorava andar de patins no Princess Pier, e banhar-se no Meadfoot Beach e Beacon Cove, uma praia só para senhoras, porém onde ficava o Royal Torbay Yacht Club, visitado inclusive por Frederick, o pai de Agatha, que naquele local, frequentemente jogava whist. Outro hábito interessante da infância de Agatha era participar de pequenas produções teatrais em casas de famílias eminentes da região. Ela participou de inúmeras peças na Oldway Mansion em Paignton, e no Imperial Hotel, em Torquay, que integrou três de seus romances, Um Corpo na Biblioteca, A Casa do Penhasco e Um Crime Adormecido, a autora também participava de concertos no Torquay's Pavilion. Foi após um concerto que Agatha recebeu o seu segundo pedido de casamento(sendo o primeiro de Reggie Lucy num campo de golfe de Torquay), do subalterno Archibald Christie, que ela havia conhecido três meses antes, em um baile na Ugbrooke House perto de Exeter, ela rejeitou o pedido, já que estava enamorada de Reggie, mas dois anos depois, na véspera do Natal de 1914, ela casou-se com Archibald.
O Grand Hotel, na beira do mar, foi o palco da lua-de-mel da autora, e é onde começa a Trilha Agatha Christie, que visita muitos dos marcos da vida da autora na região. Em 1938 comprou a Greenway Estate perto de Brixham, para viver com o segundo marido Max Mallowan, onde ela levou uma vida ativa na comunidade, chegando a doar comos lucros de um de seus livros, um vitral para a Churston Church, administrada por Lord e Lady Churston. Escreveu várias vezes sobre Devon, suas cidades, e a costa da Riviera inglesa para Dartmouth e Salcombe, e usando o cenário de Burgh Island para as novelas And Then There Were None e Evil Under the Sun, e o Moorland Hotel, em Haytor, Dartmoor em seu primeiro livro, O Misterioso Caso de Styles.
Greenway Estate
A casa de férias de Agatha em Greenway Estate.
Agatha, frequentemente passava as férias, os fins de semana e os feriados em geral, em Greenway Estate, que a inspirou a escrever Dead Man's Folly e Five Little Pigs, existindo até um barco onde o corpo de Marlene Tucker foi encontrado. Quando criança, Agatha via e admirava a casa de Greenway, dizendo para a mãe que era a casa mais bela do mundo. Agatha comprou-a pela importância de 6 mil libras. Ao comprar a casa a autora contratou um arquiteto que revelou as heranças da Geórgia, em 1942 a casa foi requisitada pelo Almirantado e ocupada por agentes de uma tropa americana que pintou o friso de azul, em homenagem às suas façanhas de guerra, mesmo após a guerra, Agatha optou por manter o friso. Em 2000 a família de Agatha deu a casa ao National Trust, que após levantar £5.4000.000, em 2009, abriu a casa ao público. No quarto de desenho da propriedade, um dos principais pontos de visitação do público, foi onde Agatha leu um de seus romances antes mesmo de ser publicado, para a família, que tentava adivinhar quem era o assassino, mas só o marido, Max conseguiu acertar.

A Vida em Londres

Placa em homenagem a Agatha no Sheffield Terrace onde ela viveu entre 1934 e 1941.
 
 
Agatha viveu em Londres por muitos anos, ela mudou-se para a cidade em 1918 e morou no 5 Northwick Terrace, em St John's Wood, nos meses finais da guerra. Mais tarde, mudou-se para Kensington, antes disso vivendo em Chelsea, onde no 48 Swan Court, ela escreveu Testemunha de Acusação e A Casa Torta, Chelsea também foi o cenário de Uma Dose Mortal, e foi o lugar onde Agatha viveu por mais tempo. A autora viveu em nada menos que nove casas em Londres e no 58 Sheffiel Terrace, a autora ganhou uma placa em sua homenagem, que marca a casa em que ela viveu. Londres é também o marco forte de suas obras, além de ser a morada de Hercule Poirot, em O Caso do Hotel Bertram, o hotel em questão é baseado no Hotel Brown, na saída de Piccadilly, onde ela diz ter estado uma vez.

Viagens

A primeira viagem de Agatha foi à França, e logo em seguida ela foi ao Cairo, mas uma de suas mais interessantes viagens foi à Bagdá no Orient Express(Expresso o Oriente), em 1928, foi em Bagdá aliás, que Leonard Wooley, apresentou-a a Max Mallowan, seu futuro marido, e que mudaria a vida de Agatha completamente, nos próximos 30 anos ela viajaria o mundo em missões arqueológicas, e não teria mais residência fixa. A inspiração para o livro Assassinato no Expresso do Oriente, veio em 1931, quando Agatha ficou presa com outros passageiros no Simplon-Orient Express quando voltava de Nínive, o livro foi publicado em 1934 e baseia seu enredo exatamente nisso: um grupo de pessoas presas num trem por conta da neve.
Durante as escavações arqueológicas, além de ajudar o marido a restaurar e limpar objetos antigos, Agatha também escrevia. E foram suas descobertas sobre as civilizações passadas, que a levaram a se interessar pela vida nos desertos do Oriente Médio. A disposição real do navio SS Karnak no Nilo que a inspirou a escrever Morte no Nilo. As escavações em Ur, para Morte na Mesopotâmia; as visitas a Petra para Morte entre as Ruínas; e uma experiência no sul da Mesopotâmia para Aventura em Bagdá.

Ordem do Império Britânico

Agatha Christie tornou-se Dama da Ordem do Império Britânico em 1971. Morreu em 1976, e desde então vários livros seus foram publicados pós-morte: o romance de sucesso Um Crime Adormecido apareceu mais tarde naquele ano, seguido pela sua autobiografia e pela coleção de pequenas histórias Os Casos Finais de Miss Marple, Problem at Pollensa Bay e Enquanto Houver Luz. Em 1998, Café Preto foi a primeira das suas peças a ser adaptada para o teatro por outro autor, Charles Osborne.

Estilo de escrita

Agatha Christie, apesar de não gostar muito de falar em público, em sua Autobiografia, fala muito sobre seu estilo de escrita, a autora possuía uma vasta coleção de livros de Charles Dickens, PG Wodehouse e Lewis Carroll. Agatha também ganhou fama criando livros de mistério satirizando obras infantis, como foi o caso de Five Little Pigs. Em suas obras a autora frequentemente usava como espaço pequenas vilas ou aldeias inglesas, outro ponto comum, é que a maioria de suas obras tinha um médico.

Modus Operandi

Cada escritor tem seu modus operandi, Agatha não era diferente, e tinha uma opinião sobre a carreira de escritora bem adequada ao seu perfil: "A escrita é um grande conforto para pessoas como eu, que estão inseguros sobre si mesmos e têm dificuldade para expressar-se corretamente.", Agatha raras vezes participava de reuniões públicas, e o pouco que se pode saber sobre o processo de criação de suas obras, é o que ela revela em sua biografia.

Influências

A mãe de Agatha lia para a filha muitos livros, o que era uma distração para ambas, entre os autores lidos pela mãe estavam Sir Walter Scott, Charles Dickens, John Milton, Alexandre Dumas e Jane Austen, Agatha disse uma vez que seu autor favorito foi Charles Dickens, e que sua obra preferida do autor era Bleak House. Agatha e a irmã Madge também gostavam muito de histórias de detetives, sendo que a futura escritora leu a primeira história de Sherlock Holmes com apenas oito anos, Agatha passou a ler também as obras de Edgar Allan Poe. Na época Agatha disse a irmã, Madge, que poderia escrever uma história de detetive, após elas lerem o livro The Mystery of the Yellow Room de Gaston Leroux, a irmã duvidou, e em sua biografia Agatha disse que então, a semente foi plantada, e que ela havia sido atingida pela determinação de escrever histórias policiais.

O processo de criação

Greenway House, onde Agatha Christie viveu por algum tempo.
 
 
Antes de começar a escrever Agatha precisou definir um estilo próprio, segundo ela mesma, é difícil para um jovem escritor iniciar sua carreira sem copiar, mesmo que minimamente, o estilo de seus ídolos. Ela considerava iniciar uma obra, como algo francamente, difícil, e que muitas vezes, ficava horas encarando a máquina de escrever e mordiscando um lápis, esperando uma ideia, o que lhe dava intenção de desistir, mas a autora dizia ser encorajada pelo marido Max Mallowan a continuar. Em qualquer lugar Agatha recebia inspiração para escrever, possuía um caderno, que levava sempre consigo para anotar suas ideias, referentes a enredos, venenos fatais ou crimes que lia nos jornais. Em algumas ocasiões chegou a provocar sua mente, dizendo que viveria com a obra até que ela estivesse pronta. Foi assim com O Assassinato de Roger Ackroyd, a escritora a todo momento ajustava os detalhes da trama. Agatha disse ter tido sensações parecidas com Lord Edgware Dies, cuja ideia surgiu-lhe na mente após ver um show de imitação de Ruth Draper.
Personagens para os romances surgiam da mesma maneira que os enredos, a autora dizia criar personagens para si mesma, e ser capaz de escolher alguém em qualquer lugar, para servir de base para seus personagens fictícios, mas somente uma vez incluiu uma pessoa real em um de seus livros. Ernest Belcher, um ex-professor e também chefe de Archibald(o primeiro marido de Agatha), havia pedido à autora que o incluísse em um de seus livros, que veio a ser O Homem do Terno Marrom, usando a casa do mesmo como cenário para o assassinato. A autora negou a sugestão, mas criou Pedler, personagem baseada em Ernest, com seus maneirismos e frases, a autora dizia não considerar ter feito um bom trabalho, e por isso nunca voltou a incluir pessoas reais em seus livros. Mas Agatha também incluiu algumas outras pessoas reais em seus livros, como Ariadne Oliver, Lady Nancy Astor( a primeira mulher a ser membro do Parlamento), Lady Westholme(em Appointment with Death) e Katherine Woolley(esposa do Dr. Leonard Wooller, arqueólogo que trabalhou com Max Mallowan) em Murder in Mesopotamia.
Em sua autobiografia a autora diz que o grande prazer em escrever histórias policiais é que há vários gêneros a escolher: "(...)a história policial intrincada, com um enredo complicado, tecnicamente interessante e que requer muito trabalho, mas é sempre compensadora e, ainda, o que posso descrever como a história policial que tem como pano de fundo uma espécie de paixão: nesse caso, é a paixão o que ajuda a salvar a inocência. Porque é a inocência que importa, não a culpa.(...)"[18] Em sua autobiografia Agatha também diz se assustar que as pessoas não se preocupam com as vítimas e sim com os culpados, quando leem um romance policial. Diz ainda que conseguiu se satisfazer completamente com uma história, quando escreveu O Caso dos Dez Negrinhos, que lhe custou muito planejamento, já que era difícil desenvolver tantas mortes num só livro e não querer que o assassino seja óbvio, mas que a ideia lhe fascinara profundamente. Agatha também mencionou que nunca pensou seriamente sobre o crime, mas que escrever sobre ele, lhe levou a um estudo mais detalhado da criminologia.

A execução das obras

Quarto do Pera Palas Hotel em Istambul, na Turquia onde Agatha escreveu Assassinato no Expresso do Oriente.
 
 
Desde o começo Agatha contou com a ajuda de sua secretária, Charlotte Fisher, que escrevia aquilo que a autora ditava, segundo sua autobiografia, Agatha se sentia insegura no começo, não conseguia dizer frases completas sem hesitar, e que passou mais de uma hora, tentando iniciar a obra, e que a própria Charlotte, apesar de ser secretária estenógrafa estava nervosa, e com medo de que Agatha ditasse de forma muito rápida.Quando um entrevistador visitou a casa de Agatha Christie, e perguntou-lhe onde ela escrevia, Agatha diz ter sido difícil responder, já que ela escrevia em qualquer lugar. Ela escrevia na mesa de jantar, no lavatório, e em qualquer outro lugar. A autora só exigia uma mesa resistente e uma máquina de escrever, quando estava pronta para escrever um romance, já que até então ela escrevia a mão os primeiros capítulos de seus livros. Mesmo assim ela diz ter escrito entre "magias e explosões", pois nunca teve um quarto ou escritório reservado para escrever.(até sua casa em Sheffield Terrace em Londres).
Muitos de seus livros, foram escritos enquanto acompanhava o marido Max em missões arqueológicas. Escreveu Lord Edgware Dies, enquanto esteve com o marido numa escavação em Nínive, no norte do Iraque, ela dizia que poderia escrever em qualquer lugar desde que tivesse uma mesa resistente e uma máquina de escrever, porém a casa em que ficou, em Nínive não tinha uma mesa, e quando a autora pediu uma mesa ao chefe da escavação o Dr. Reginald Campbell Thompson, este negou prontamente, mas Agatha compraria a mesa de um jeito, ou de outro. A Rainha do Crime(como era conhecida), chegou a escrever um livro em apenas 3 dias, foi sob o pseudônimo de Mary Westmacott que escreveu a novela Absent in the Spring, que diz ter sido o único livro que a satisfez completamente, o livro que sempre quis escrever, que desde o início já estava claro, em sua mente, pois já o estava planejando há sete anos. Para escrever o livro, ela certificou-se primeiro de que não seria interrompida, e escreveu o primeiro e o último capítulo antes dos demais, porque já conhecia tão bem seu fluxo criativo, que já sabia que iria poder desenvolver melhor sua história. Agatha também já escreveu dois livros de uma só vez, foi assim com a novela de Miss Marple, The Body in the Library e N or M? de Tommy e Tuppence, isso foi em 1941 durante a Segunda Guerra Mundial(mesma época, aliás, em que ela escreveu Curtain e Sleeping Murder, os últimos livros de Hercule Poirot e Miss Marple, respectivamente), a autora diz em sua autobiografia que não tinha problemas em escrever durante a guerra, pois ela só precisava balbuciar as falas dos personagens, e imaginá-los caminhando no local que ela havia criado para eles.

Detetives

Hercule Poirot

David Suchet, interpreta Poirot na série inglesa Agatha Christie's Poirot.
 
 
Pouco antes da Segunda Guerra Mundial eclodir, Agatha iniciava sua carreira literária com The Mysterious Affair at Styles. Uma das suas principais dificuldades foi criar o detetive, para isso a jovem autora inspirou-se em um belga que estava hospedado em Torquay, e criou Hercule Poirot um detetive de 1,60m, que resolve seus casos usando as células cinzentas, e que é muitas vezes comparado a Sherlock Holmes
Cquote1.svg Por que não seria belga meu detetive? Deixei que crescesse como personagem. Deveria ter sido inspetor, de modo a poder ter certos conhecimentos sobre crimes. Seria meticuloso, ordenado, pensei com meus botões, enquanto arrumava meu quarto. Um homenzinho bem ordeiro. Parecia-me até que o via, um homem muito alinhado, sempre cuidando de colocar tudo no devido lugar, amante dos objetos aos pares, das coisas quadradas, e não redondas. . E seria muito inteligente — teria muitas células cinzentas —, essa era uma boa frase, devia recordá-la: ele possuiria não poucas células de matéria cinzenta. Seu nome seria espetacular — um desses nomes como existiam na família de Sherlock Holmes. Como era mesmo o nome do irmão dele? Mycroft Holmes!  E se chamasse ao meu homenzinho Hercules? Ele seria um homem baixo — Hercules seria mesmo um bom nome. Seu sobrenome era mais difícil. Não sei por que me decidi por Poirot. Se fui eu própria quem o inventou, ou se o vi em algum jornal, ou escrito em algum lugar, não sei — mas assentei que seria esse o nome. Combinava bem, não com Hercules, com s, mas sim com Hercule — Hercule Poirot. Estava certo, assente, graças a Deus!(...) Cquote2.svg
Poirot fez sua primeira aparição em O Misterioso Caso de Styles, chamado por seu amigo Arthur Hastings, começou sua carreira como oficial de justiça, mas passou a atuar como detetive particular, e auxiliar a polícia em casos complicados. O personagem já protagonizou diversos filmes e ganhou sua própria série de TV, Agatha Christie's Poirot onde é interpretado por David Suchet.

Miss Jane Marple

Cquote1.svg Não houve maldade em Miss Marple, ela simplesmente não confiava nas pessoas. Embora ela esperasse o pior, muitas vezes ela aceitou gentilmente as pessoas, apesar do que eles eram.  Cquote2.svg
— Agatha Christie.
Miss Marple não se parece em nada com um detetive, mas para uma solteirona que nunca saiu de St. Mary Mead ela é surpreendentemente astuta. Jane Marple, resolve seus crimes de uma forma muito diferente de outros detetives, ela não faz interrogatórios, não procura pistas, só usa o seu conhecimento da natureza humana. Para criar Miss Marple, Agatha Christie se baseou tanto na vida real, como em suas próprias obras, na vida real pelo seu grande interesse por velhas solteiras, que mesmo vivendo em pequenas aldeias, possuíam um conhecimento extraordinário acerca do comportamento humano. Já na ficção ela usou a solteirona Caroline Sheppard, de O Assassinato de Roger Ackroyd, que auxiliou Hercule Poirot na solução do mistério em questão. Quando O Assassinato de Roger Ackroyd foi adaptado para o teatro por Michael Morton, ele substitui Caroline Sheppard por uma jovem, por isso Agatha resolveu dar uma voz às solteironas, e criou Miss Marple.
Miss Marple fez sua primeira aparição em The Tuesday Night Club, um conto publicado na revista The Sketch, em 1926, já sua primeira aparição em um romance se deu em Assassinato na Casa do Pastor. Na literatura Marple protagonizou 12 romances e 20 contos, que iam desde a pitoresca Inglaterra rural de Um Corpo na Biblioteca até o glamour de O Caso do Hotel Bertram e uma ilha em Mistério no Caribe. Muitas atrizes interpretaram Miss Marple na TV e cinema, Gracie Fields foi a primeira, na versão televisiva de A Murder is Announced, em 1956. Margaret Rutherford interpretou Miss Marple em quatro filmes da MGM vagamente baseados na obra de Agatha, e também em The Murder Alphabet, ao lado de Tony Randall, que interpretou Poirot. Helen Hayes, vencedora de dois Óscars, interpretou Marple em A Caribbean Mystery de 1983 e They Do It with Mirrors de 1984. Joan Hickson foi Miss Marple nas adaptações da BBC nos anos 90. Joan havia interpretado uma empregada em Murder, she Said, que tinha Rutherford como Marple. Por fim Geraldine McEwan interpretou a detetive nas adaptações da ITV em 2004, sendo substituída por Julia McKenzie em 2009.

Tommy e Tuppence

Apenas após a Primeira Guerra Mundial, que os jovens Tuppence Cowley e Tommy Beresford, criam a "Jovens Aventureiros Ltd.". Ao todo o casal de jovens participou de 5 livros da autora, entre eles uma coletânea de contos: O Inimigo Secreto, M ou N?, Um Pressentimento Funesto, Sócios no Crime e Portal do Destino. Agatha descreve Tommy como agradavelmente feio, mas inequivocamente um cavalheiro, é considerado lento o que é o contraponto perfeito à impetuosidade de Tuppence, os amigos casam-se no final do primeiro livro e têm três filhos: os gêmeos Derek e Deborah, e a filha adotiva Betty. Partners in Crime virou uma série de televisão em 1984, indo ao ar pela LWT, tendo James Warwick como Tommy e Francesca Annis como Tuppence, a série levou ao ar 10 dos 15 contos pertencentes ao livro. O casal voltou no filme The Secret Adversary, de 1985.

Parker Pyne

O detetive Parker Pyne surgiu em 1934 no livro de pequenos contos Parker Pyne Investigates. Pyne não se considerava um detetive, mas sim um especialista em coração, cuja especialidade era curar a infelicidade das pessoas.  Pyne anunciava seus serviços nos classificados do Times, onde convidava os leitores infelizes a o visitarem na Richmond Street, 17. Os primeiros seis contos com Parker Pyne, são casos simples ocorridos em Londres, posteriormente, histórias mais complexas, como uma viagem ao Oriente Médio em pleno Orient Express(de Assassinato no Expresso do Oriente), ser conselheiro de testamentos, Pyne chega até mesmo a fazer um cruzeiro pelo Nilo.
Posteriormente, Pyne aparece no livro The Regatta Mystery, que também possui histórias de Hercule Poirot e Miss Marple. O detetive, ou melhor, médico do coração, é descrito como um homem gordo, careca, por volta de seus 60 anos, possui uma teoria, segundo a qual, existem 5 tipos de infelicidade, mas todas elas têm cura, Pyne usa métodos nada tradicionais, e engenhosamente engana os suspeitos e cura a infelicidade. E em algum momento as histórias de Parker Pyne e Hercule Poirot se cruzam, Mrs. Ariadne Oliver, amiga de Pyne, auxilia Poirot em alguns crimes.

Ariadne Oliver

Ariadne Oliver apareceu pela primeira vez no conto The Case of the Discontented Soldier, parte da coletânea Parker Pyne Investigates, como uma amiga do investigador Parker Pyne. Começando como uma simples escritora de mistério, Ariadne chega a participar de 6 romances com o próprio Hercule Poirot, começando por Cards on the Table. Ariadne, ao contrário de Miss Marple, é muito mal-humorada, e considera que a Scotland Yard seria melhor gerida por uma mulher, e nela podemos encontrar muito de Agatha Christie, uma vez que, além de ser escritora de romances policiais, Oliver ainda possui uma certa antipatia por seu personagem Sven Hjerson, assim como Agatha, em diversas situações demonstrou sentir por Poirot. A detetive, também já apareceu nas telas, começando pelo filme Dead Man's Folly de 1986, adaptação do romance homônimo, onde é interpretada por Jean Stapleton, e também contracenou com David Suchet, em episódios recentes de Agatha Christie's Poirot, como é o caso de Cards on the Table, que foi ao ar em 2005.

Detetives por acaso

Alguns dos mais famosos livros de Agatha, não são protagonizados nem por Poirot, ou Miss Marple, nem mesmo pelo casal Tommy e Tuppence, ou Ariadne Oliver, são pessoas comuns, que de alguma forma são empurradas para um mistério Um bom exemplo deste tipo de detetive, Dr. Arthur Calgary, de Ordeal by Innocence(Punição para a Inocência, no Brasil), no romance, o médico, ao retornar da Austrália, descobre um álibi, de um homem condenado injustamente, e são as diversas pistas encontradas por Calgary, que o levam a desvendar um assassinato.
Já em Why Didn't They Ask Evans?(Por que não Pediram a Evans?, no Brasil), Agatha forma uma dupla de investigadores bem diferentes de Tommy e Tuppence, formada pelos amadores Bobby Jones e Frankie Derwent, que além de tudo, são bem atrapalhados e caem em algumas armadilhas de seus inimigos, mas mesmo assim conseguem solucionar o mistério colocado em seu caminho. Além disso Endless Night e The Pale Horse, são protagonizados por amadores, e ainda por cima em 1ª pessoa. Em Endless Night(Noite sem fim, no Brasil), o jovem Michael Rogers tenta desvendar o assassinato de sua esposa Ellie. Já The Pale Horse, talvez seja um dos livros mais singulares de Agatha nele, Mark Easterbrook, tenta desvendar uma série de assassinatos, envolvendo supostas bruxas e um misterioso cavalo amarelo.

Principais obras

O Assassinato de Roger Ackroyd

Em 1926, após uma média de um livro por ano, Agatha Christie escreveu a sua obra-prima: O Assassinato de Roger Ackroyd. Este foi o primeiro dos seus livros a ser publicado pela editora Collins, e marcou o início de um relacionamento autor-editor que durou 50 anos e 70 livros. O Assassinato de Roger Ackroyd também foi o primeiro dos livros de Agatha Christie a ser dramatizado – sob o nome de Álibi – e a fazer sucesso no West End de Londres. A Ratoeira, a sua peça mais famosa, estreou em 1952 e é a peça de maior duração em cartaz da história. Ainda é encenada, no mesmo teatro de Londres, desde então. Somente no ano de sua publicação em 1926, vendeu 5.000 edições, e chamou a atenção por ser muito diferente de qualquer outro romance policial.

Assassinato no Expresso do Oriente

O verdadeiro "Expresso do Oriente".[33]
Murder on the Orient Express(Assassinato no Expresso do Oriente) foi publicado em 1934, considerado um dos maiores sucessos da autora, inspirando diversos filmes e peças teatrais, apenas no ano de sua publicação vendeu 3 milhões de livros[7], sendo no quesito vendas o livro mais bem-sucedido de Agatha, tendo também revolucionado os romances policiais, por conta de seu final dramático, e de seu enredo diferente, é considerado também o maior caso da carreira de Poirot e o magnum-opus de Agatha.[7] No livro, um assassinato misterioso assusta aos passageiros do Expresso do Oriente.[34] O livro diversas vezes foi adaptado para o cinema e para a televisão, sendo a mais famosa delas em 1974, com Albert Finney como Hercule Poirot, e a direção de Sidney Lumet.[6] Um fato interessante, é que o Orient Express existe de verdade, começou a operar em 1883 ligando Paris a Constantinopla, e em 1900, passou para o domínio privado, e ao longo dos anos o percurso do trem foi crescendo.[33]

O Caso dos Dez Negrinhos

Cena do filme And Then There Were None de 1945.
Um dos seus livros mais famosos, O Caso dos Dez Negrinhos (no original em inglês, Ten Little Niggers) - cujo título se baseia numa cantiga infantil tradicional da Inglaterra[35] - causou muita polêmica na época em que foi publicado nos Estados Unidos devido a preocupações com acusações de racismo; por esse motivo, edições mais recentes receberam o título And Then There Were None (E Não Sobrou Nenhum).[36] Apesar da polêmica o livros foi um dos maiores sucessos de Agatha, adaptado, em mais de uma vez, para a TV e para o cinema, uma das adaptações mais famosas é o filme And Then There Were None (1945), cujo elenco incluía Barry Fitzgerald, Walter Huston, Judith Anderson e Richard Haydn [37]

Cai o Pano

O livro "Cai o Pano", narrando a última aventura de Hercule Poirot, foi publicado um pouco antes da sua morte[1]. Agatha disse, quando publicou a história, que preferia matar o seu personagem mais famoso para evitar publicações que ela não aprovaria, após a sua morte. Tanto "Cai o Pano" como "Um Crime Adormecido", o último livro da personagem Miss Marple, haviam sido escritos na década de 1940, devido à preocupação da autora em não sobreviver à Segunda Guerra Mundial - e também como uma forma de assegurar uma adicional fonte de renda para seu marido e sua filha, a quem ela legou os direitos sobre as obras - e ficaram guardados durante décadas no cofre de um banco. No livro, Poirot retorna ao local de seu primeiro grande caso, para resolver outro, sem saber que esse seria o último. O livro chamou tanta atenção, que rendeu a Hercule Poirot um obituário no jornal norte-americano The New York Times, e foi o primeiro personagem fictício a ter lugar na primeira página do jornal.

A outra face de Agatha

St. Martin's Theatre homenageando o 54º aniversário da peça The Mousetrap, em 2006.
Agatha Christie escreveu muito mais do que só literatura policial, a escritora já publicou seis romances, dois livros de poesias, um livro infantil, duas autobiografias, e já foi dramaturga. Além de sua peça The Mousetrap("A Ratoeira"), que é a peça há mais tempo em cartaz no mundo, a autora também emplacou a peça Witness for the Prosecution("Testemunha de Acusação"), embora não tenha tido tanto sucesso como "A Ratoeira", ambas as peças ainda podem ser vistas, desde os grandes teatros de Londres, até às escolas secundárias dos EUA, e até mesmo Ten Little Niggers, ganhou sua versão teatral sob o título de Ten Little Indians.
Já nos livros, Agatha não se limitou aos romances policiais, sua primeira autobiografia, Christie's An Autobiography, onde dá detalhes sobre sua vida profissional e pessoal até 1965, recebeu muitos elogios da crítica, quando publicado, em 1977 Em 1999(23 anos após a morte da autora) foi publicado Come, Tell Me How You Live, onde Agatha conta como conheceu Max Mallowan, seu segundo marido, no Oriente Médio. Embora poucos o saibam, Agatha já foi também poeta, em 1924 publicou sua primeira coleção de poemas, The Road of Dreams remontando a adolescência da autora, e a Primeira Guerra Mundial, o livro também possui histórias de um personagem chamado Harlequin, que segundo Agatha é o verdadeiro, Harley Quin(do livro The Mysterious Mr. Quin) dois poemas, Elizabeth of England e The Ballad of the Flint, falam sobre deuses nórdicos, em 1973 veio a segunda coletânea, porém com o mesmo título, que tinha na primeira parte os poemas publicados em 1924, e na segunda, 27 poemas inéditos, sobre a infância perdida, lugares visitados pela autora e experiências que teve em suas diversas viagens.Como Mary Westmacott, publicou seis romances não-policiais, o primeiro em 1930, e o último em 1956, certa vez Agatha disse que seus romances eram uma forma de se expressar, o que não poderia fazer em suas histórias policiais.
Agatha escreveu ainda um livro infantil, de cunho religioso,Star Over Bethlehem, o livro possui seis histórias e cinco poemas, acompanhados de ilustrações, três das histórias se passam nos tempos modernos, e as outras três, contam sobre as viagens de Maria e José, a visita dos Reis Magos, e até mesmo o encontro de Jesus com o Apóstolo João, após a ressurreição de Cristo.

Teatro

Playhouse Theatre, onde a peça The Murder at the Vicarage foi encenada.
De todas as peças de teatro sobre livros de Agatha, apenas três não foram adaptadas pela própria autora, foram elas Alibi, Peril at End House e Murder at the Vicarage, a primeira foi um adaptação de The Murder of Roger Ackroyd, foi encenada pela primeira vez em 1928, com direção de Sir Gerald du Marier, e Charles Laughton como Poirot, Agatha, não aprovando a peça, resolveu a partir de então, escrever suas próprias peças de teatro. A primeira escrita pela própria Agatha foi Black Coffee, em 1930, fez tanto sucesso que no ano seguinte foi adaptada para o cinema, com Austin Trevor interpretando Poirot, porém sem o tradicional bigode do detetive(Trevor, já havia interpretado Poirot na versão cinematográfica de Alibi). Depois disso, em 1940, Arthur Ridley adaptou Peril at End House para o teatro, com Francis L. Sullivan como Poirot. E em 1949, The Murder at the Vicarage(adaptação do romance homônimo), entrou em cartaz no Playhouse Theatre.
Alguns anos depois, entrou em cartaz Love from a Stranger, baseado no conto Cottage Philomel, da coletânea The Listerdale Mystery(O Mistério de Listerdale, em Portugal), a peça se tornou filme no ano seguinte ao seu lançamento com Basil Rathbone como protagonista, foi o primeiro filme sobre uma obra de Agatha, a ser inteiramente produzido na Inglaterra, em 1943, Ten Little Niggers ganha a versão teatral, porém com um final diferente do livro, nos EUA a peça teve o nome alterado para Ten Little Indians, para Agatha era um exagero dizer que o título(por conter o termo Nigger, forma chula de se referir aos negros em inglês) fosse preconceituoso, já que se referia a uma canção de ninar que existia na cultura inglesa já há mais de 100 anos.
Murder on the Nile, estreou no Ambassadors Theatre em 1949, nos EUA a peça também teve o título alterado para Hidden Horizon, em 1951, estreou a peça The Hollow, que, ao contrário do romance original, não era protagonizado por Hercule Poirot, uma vez que Agatha dizia ter estragado o romance com a presença de Poirot, e que não cometeria o mesmo erro na peça. Em 1952, a obra-prima de Agatha no teatro, The Mousetrap(A Ratoeira) estreou no Ambassadors Theatre, e foi transferida em 1974 para o St. Martin's Theatre, o título original era Three Blind Mice. "A Ratoeira" foi escrita a pedido da família real britânica, para homenagear o 80º aniversário da Rainha Mary, e foi transmitida ao vivo pela BBC, a peça foi adaptada para um pequeno livro, intitulado Three Blind Mice and Other Histories(A Ratoeira e Outras Historias, em Portugal), inicialmente publicado apenas nos EUA.
Durante toda a década de 1950, as obras de Agatha fizeram sucesso, Witness for the Prosecution, foi adaptado para o teatro 20 anos depois da obra original, ser publicada, e virou filme em 1958, com Charles Laughton como Poirot, em companhia a Marlene Dietrich e Tyrone Power, sendo de forma geral, um grande sucesso, tanto comercial quanto artístico. Spider's Web, peça original, estreou em 1954, com Margaret Lockwood, interpretando uma mulher que tenta descobrir quem é o responsável por um assassinato que ocorre na sala de sua casa, ao mesmo tempo que tenta ocultar o homicídio do restante das pessoas. Já The Unexpected Guest(O Convidado Inesperado), estreou em 1958, foi um sucesso tão grande que fez o público esquecer o fiasco da peça anterior, Verdict, um dos poucos fracassos de Agatha no teatro. Tanto Spider's Web, quanto The Unexpected Guest e Black Coffee, foram transformados em livro por Charles Osborne. Já em 1960, estreou Go Back for Murder, baseada no livro Five Little Pigs, novamente Agatha preferiu tirar Poirot da peça, e em 1962, Rule of Three, uma peça dividida em três outras mini-peças de teatro, intituladas The Rats, The Patient e Afternoon at the Seaside. O sucesso de Agatha no teatro foi tão grande que ela foi a única mulher em toda a história a ter três peças simultaneamente em cartaz no West End, de Londres.
  


Romances e contos

Título original  Título no Brasil Título em Portugal Ano*
The Mysterious Affair at Styles O Misterioso Caso de Styles O Misterioso Caso de Styles / A Primeira Investigação de Poirot 1920
The Secret Adversary O Inimigo Secreto O Adversário Secreto 1922
The Murder on the Links Assassinato no Campo de Golfe Poirot, o Golfe e o Crime / Crime no Campo de Golfe 1923
The Man in the Brown Suit O Homem do Terno Marrom O Homem do Fato Castanho 1924
Poirot Investigates (11 contos - Grã-Bretanha); 14 - EUA) Poirot Investiga As Investigações de Poirot 1924
The Secret of Chimneys O Segredo de Chimneys O Segredo de Chimneys 1925
The Murder of Roger Ackroyd O Assassinato de Roger Ackroyd O Assassinato de Roger Ackroyd 1926
The Big Four Os Quatro Grandes As Quatro Potências do Mal / Os Quatro Grandes 1927
The Mystery of the Blue Train O Mistério do Trem Azul O Mistério do Comboio Azul 1928
Partners in Crime (15 contos) Sócios no Crime O Homem que era o nº 16 1929
The Seven Dials Mystery O Mistério dos Sete Relógios O Mistério dos Sete Relógios 1929
The Murder at the Vicarage Assassinato na Casa do Pastor Encontro com um Assassino / Crime no Vicariato 1930
The Mysterious Mr. Quin (12 contos) O Misterioso Sr. Quin O Misterioso Mr. Quin 1930
Behind the Screen (com outros autores) O Cadáver Atrás do Biombo Por trás do biombo 1930
The Scoop (programa de rádio, com outros autores) Um Furo Jornalístico
1931
The Floating Admiral (com outros autores) A Morte do Almirante
1931
The Sittaford Mystery O Mistério de Sittaford O Mistério de Sittaford 1931
Peril at End House A Casa do Penhasco A Diabólica Casa Isolada / Perigo na Casa do Fundo 1932
The Hound of Death and Other Stories (12 contos)
O Cão da Morte 1933
Lord Edgware Dies Treze à Mesa A Morte de Lorde Edgware 1933
The Thirteen Problems (13 contos) Os Treze Enigmas Os Treze Problemas / Os Treze Enigmas 1933
Murder on the Orient Express Assassinato no Expresso do Oriente Um Crime no Expresso do Oriente 1934
Parker Pyne investigates (12 contos) O Detetive Parker Pyne Parker Pyne Investiga 1934
The Listerdale Mystery (10 contos) O Mistério de Listerdale O Mistério de Listerdale 1934
Why Didn't They Ask Evans? Por que não Pediram a Evans? Perguntem a Evans / Porque não Pediram a Evans? 1934
Three Act Tragedy Tragédia em Três Atos Tragédia em Três Actos 1935
Death in the Clouds Morte nas Nuvens Morte nas Nuvens 1935
The A.B.C. Murders Os Crimes ABC Os Crimes do ABC 1936
Murder in Mesopotamia Morte na Mesopotâmia Assassínio na Mesopotâmia / Crime na Mesopotâmia 1936
Cards on the Table Cartas na Mesa Cartas na Mesa 1936
Murder in the Mews (4 novelas) Assassinato no Beco Crime nos Estábulos 1937
Death on the Nile Morte no Nilo O Barco da Morte / Morte no Nilo 1937
Dumb Witness Poirot Perde uma Cliente Poirot Perde uma Cliente 1937
Appointment with Death Encontro com a Morte Morte entre as Ruínas / Encontro com a Morte 1938
Ten Little Niggers / And Then There Were None (o primeiro título é o da Grã-Bretanha e o segundo, dos EUA) O Caso dos Dez Negrinhos / E Não Sobrou Nenhum Convite para a Morte / As Dez Figuras Negras 1939
Murder Is Easy É Fácil Matar Matar é Fácil 1939
Hercule Poirot's Christmas O Natal de Poirot O Natal de Poirot 1938
The Regatta Mystery and Other Stories (9 contos) O Mistério da Regata e Outras Histórias O Mistério da Regata e Outras Histórias 1939
Sad Cypress Cipreste Triste Poirot Salva o Criminoso 1940
Evil Under the Sun Morte na Praia As Férias de Poirot / Morte na Praia 1941
N or M? M ou N? Tempo de Espionagem 1941
One, Two, Buckle My Shoe Uma Dose Mortal Os Crimes Patrióticos 1940
The Body in the Library Um Corpo na Biblioteca Um Corpo na Biblioteca / Um Cadáver na Biblioteca 1942
Five Little Pigs Os Cinco Porquinhos Poirot Desvenda o Passado / Os Cinco Suspeitos 1943
The Moving Finger A Mão Misteriosa O Enigma das Cartas Anónimas 1942
Towards Zero Hora Zero Contagem Zero / Na Hora H 1944
Sparkling Cyanide Um Brinde de Cianureto À Saúde da... Morte / Um Brinde à Morte 1945
Death Comes as the End E no Final a Morte Morrer não é o Fim 1945
The Hollow A Mansão Hollow Poirot, o Teatro e a Morte / Sangue na Piscina 1946
The Labours of Hercules (12 contos) Os Trabalhos de Hércules Os Trabalhos de Hércules 1947
Taken at the Flood Seguindo a Correnteza Arrastado na Torrente / Maré de Sorte 1948
The Witness for the Prosecution and Other Stories (11 contos - só EUA) Testemunha de Acusação
1948
Crooked House A Casa Torta A Última Razão do Crime / A Casa Torta 1949
Three Blind Mice and Other Stories (9 contos - só EUA)) Os Três Ratos Cegos e Outras Histórias A Ratoeira(ou Três Ratos Cegos) e Outras histórias 1950
A Murder Is Announced Convite para um Homicídio Participa-se um Crime / Anúncio de um Crime 1950
They Came to Baghdad Aventura em Bagdá Encontro em Bagdade / Intriga em Bagdade 1951
They Do It with Mirrors Um Passe de Mágica Jogo de Espelhos 1952
Mrs McGinty's Dead A Morte da Sra. McGinty Poirot contra a Evidência / Mrs. McGinty está Morta 1952
A Pocket Full of Rye Cem Gramas de Centeio Centeio que Mata / Um Punhado de Centeio 1953
After the Funeral Depois do Funeral Os Abutres 1953
Hickory Dickory Dock Morte na Rua Hickory Poirot e os Erros da Dactilógrafa / Crime em Hickory Road 1955
Destination Unknown Um Destino Ignorado Destino Desconhecido 1954
Dead Man's Folly A Extravagância do Morto Poirot e o Jogo Macabro / Jogo Macabro 1956
4.50 from Paddington A Testemunha Ocular do Crime O Estranho Caso da Velha Curiosa / O Comboio das 16h50 1957
Ordeal by Innocence Punição para a Inocência Cabo da Víbora 1958
Cat Among the Pigeons Um Gato Entre os Pombos Poirot e as Jóias do Príncipe 1959
The Adventure of the Christmas Pudding (6 contos) A Aventura do Pudim de Natal A Aventura do Pudim de Natal / A Aventura do Bolo de Natal 1960
The Pale Horse O Cavalo Amarelo O Cavalo Pálido 1961
The Mirror Crack'd from Side to Side A Maldição do Espelho O Espelho Quebrado 1962
The Clocks Os Relógios Poirot e os 4 Relógios 1963
A Caribbean Mystery Mistério no Caribe Mistério nas Caraíbas 1964
At Bertram's Hotel O Caso do Hotel Bertram/A mulher Diabólica Mistério em Hotel de Luxo 1965
Third Girl A Terceira Moça Poirot e a Terceira Inquilina 1966
Endless Night Noite Sem Fim Noite Sem Fim 1967
By the Pricking of My Thumbs Um Pressentimento Funesto Caminho para a Morte 1968
Hallowe'en Party A Noite das Bruxas Poirot e o Encontro Juvenil 1969
Passenger to Frankfurt Passageiro para Frankfurt Passageiro para Frankfurt 1970
Nemesis Nêmesis Nemesis 1971
The Golden Ball and Other Stories (15 contos - só EUA) A Mina de Ouro
1971
Elephants Can Remember Os Elefantes Não Esquecem Os Elefantes Não Esquecem / Os Elefantes têm Memória 1972
Postern of Fate Portal do Destino Morte pela Porta das Traseiras 1973
Poirot's Early Cases (18 contos) Os Primeiros Casos de Poirot Ninho de Vespas 1974
Curtain Cai o Pano Cai o Pano (O Último Caso de Poirot) 1975
Sleeping Murder Um Crime Adormecido Crime Adormecido 1976
Autobiography Autobiografia Autobiografia 1979
The Harlequin Tea Set and Other Stories Poirot e o Mistério da Arca Espanhola e Outras Histórias
1996 (organizado}
While the Light Lasts and Other Stories Enquanto Houver Luz e Outros Contos de Suspense
1997 (organizado)
The Under Dog, Second Gong, Sanctuary and Other Stories Poirot Sempre Espera e Outras Histórias
2008
Spider's Web A Teia da Aranha
2008
The veredict O veredicto
1958
Agatha Christie's secret notebooks: fifty years of mysteries in the making (2 contos) Os diários secretos de Agatha Christie: 50 anos de mistérios na criação
1954 (contos inéditos de Agatha Christie e textos extras)